Juiz diz que 'não é concebível' que pedras da Xland valham R$ 2 bilhões e rejeita pedido de Willian Bigode

Jogador se envolveu em golpe financeiro contra ex-companheiros de Palmeiras e vive processo judicial<br>

PorLance!São Paulo (SP)
29/04/2023 13:51
Atualizado em 29/04/2023 14:31

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Bigode, Sacrpa e Mayke
William Bigode teve R$ 1,7 milhão apreendido pela Justiça de São Paulo (Foto: Reprodução)

Após decisão proferida na última sexta-feira, o juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou a solicitação da defesa de Willian Bigode para desbloquear as contas do jogador. A informação é da "ESPN".

Atualmente no Athletico-PR, Willian teve seus bens bloqueados em 12 de abril pela Justiça, além disso as contas bancárias do jogador tiveram quase R$ 2 milhões arrestados.

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A defesa de Willian, então, solicitou o desbloqueio dos bens, alegando que a Xland, empresa acusada de aplicar o golpe de criptomoedas em Gustavo Scarpa e no lateral-direito Mayke, ex-companheiros de Palmeiras, teria garantias suficientes para restituir o dinheiro perdido pelos jogadores no esquema.

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Esta garantia seria um malote de 20,8 kg de pedras preciosas que estão armazenadas em um cofre em São Paulo. Segundo uma avaliação feita por um gemólogo a pedido da Xland, elas estão avaliadas em US$ 500 milhões (quase R$ 2,5 bilhões, na cotação atual), apesar da empresa de criptomoedas apenas ter pago R$ 6 mil.

JUIZ DO CASO REJEITA PEDIDO 

Christopher Alexander Roisin, juiz do caso, afirmou em sua decisão que "não é concebível" que as pedras, que são alexandritas compradas em Minas Gerais, tenham esse valor e questionou a avaliação.

- Indefiro o pedido de desbloqueio formulado. A argumentação da existência de garantia milionária impressiona, mas a análise detida sobre ela revela dúvidas igualmente impressionantes sobre sua realidade -  escreveu o magistrado.

- Isso porque é exatamente a empresa que aparentemente cometeu um crime, que atestou de um dia para o outro, literalmente, que pedras adquiridas por R$ 6.000,00 valeriam US$ 500.000.000,00. Não é concebível, sem um crime (ato ilícito) ou sem vício do consentimento (ato inválido), a aquisição de pedras que teoricamente valeriam US$ 500.000.000,00 pelo valor de R$ 6.000,00 - complementou.

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O magistrado ainda salientou que, no acordo entre as partes, existe somente uma declaração de que as pedras servem de lastro para as operações da Xland.

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