Enrico Ambrogini

'Tivemos de parar o campeonato de forma que nem sabíamos como voltar', diz gestor (Divulgação)

Vinícius Faustini
15/07/2020
07:05
Rio de Janeiro (RJ)

A retomada do Campeonato Paulista em meio à pandemia do novo coronavírus vem fazendo clubes se desdobrarem nesta reta final. Convidado do "De Casa Com o LANCE!" na última terça-feira, o CEO da Inter de Limeira, Enrico Ambrogini, detalhou como foi a luta para traçar o planejamento do clube. A equipe inicialmente não poderá mandar jogos em sua cidade, pois está na "bandeira laranja", equivalente à segunda fase da flexibilização, e não tem aval para realização de partidas. A competição tem volta marcada para o dia 22 de julho. 

- Tivemos de parar o campeonato de uma forma que não sabíamos nem como voltar. Não tínhamos uma resposta para os jogadores e acho esta parte foi mais difícil. Mas o clube se programou e criou um contingenciamento emergencial. Poderia ser o pagamento de uma dívida, investimentos, passou a ser de honrar os salários...- afirmou.

O gestor reconheceu que a renegociação salarial com os atletas tem sido um duro empecilho neste período.

- É complicado mexer em salários. Dinheiro importa para todo mundo, todos sabemos onde o calo aperta. Pode ser que a pessoa fique incomodada com o valor que será oferecido, é bem complicado, mas a pandemia não deixa que você vá além - em seguida, ele avaliou o mercado:

- Antes, podia-se até procurar um patrocínio. Neste momento, não tem como! Temos de aceitar que vamos perder peças muito boas caso não haja um acordo. É um momento dificílimo. Fico até chateado, incomodado. Eles (o elenco da Inter de Limeira) merecem muito mais e não tenho oportunidade disto - complementou.

Ambrogini ainda detalhou que o Leão de Limeira teve de se esmerar para deixar tudo ajustado aos padrões de combate ao novo coronavírus.

- O momento é de aumentar um pouco o custo. Para colocar a saúde em primeiro lugar, precisamos investir. Melhoria no CT acaba gerando custo para desinfecção, garantir o isolamento, álcool gel... Aumentando o custo e tentando entender como é garantir 100% de segurança para a retomada do futebol principalmente para nossos atletas e para as demais pessoas que dependem disto - declarou.

O gestor apontou alguns dos procedimentos que a Inter de Limeira tem feito em relação aos cuidados para evitar a escalada do novo coronavírus

- Há horários diferentes para a alimentação. Tem a questão do vestiário, que os jogadores não podem usar juntos. Caso ocorra, precisa ter uma distância de três chuveiros entre uma pessoa e outra. Tudo escalonado - e, em seguida, destacou:

- Escolhemos Sorocaba, aqui no CT do Atlético, também por isto, pela concentração, por ter tudo o que a gente precisava. Em outro hotel a gente teria mais contato com outras pessoas. No dia 20 de julho (dois dias antes da retomada) esperamos que todo mundo esteja negativo, como tem sido neste período - completou.

O gestor do clube falou sobre a expectativa de que a cidade Limeira deixe de estar na "bandeira laranja" até a data de retorno do Campeonato Paulista

- Agimos com os pés no chão. A UTI tem utilização alta, os leitos também, é só olhar os indicadores. A chance de ir para a fase amarela (na qual é liberada a realização de jogos sem público) não é alta. Por isto, investimos mais e trouxemos para cá. No dia 20 ou 21, talvez retornaremos para Limeira - disse.

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