Fluminense

Mário Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório realizaram reunião aberta (Foto: Reprodução/Twitter)

Marcello Neves
14/12/2018
09:19
Rio de Janeiro (RJ) 

Com o período eleitoral se aproximando no Fluminense, os principais nomes da oposição começam a se reunir e planejar os seus planos para o futuro do clube. Convidados pelo grupo 'Tricolor de Coração', Mário Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório realizaram uma reunião aberta nesta quinta-feira, em Botafogo, com o tema de "reunir ideias" para 2019. 

Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no salão para acompanhar o debate. Nas redes sociais, a palestra atingiu mais de três mil visualizações. Mário foi quem teve um destaque maior por ser o palestrante e falou por mais tempo durante o seu discurso. O trio destacou que a ideia é realizar uma "junção de ideias" e que ainda não tinham definido quem estaria à frente da chapa. 

Entre os assuntos que arrancaram aplausos, utilizou-se de uma fábula para falar sobre as promessas de construção de estádio e revitalização das Laranjeiras. Segundo o advogado, "é preciso consertar a casa antes de fazer investimentos". Ou seja, apesar de também sonhar com estádio próprio e jogos em casa, antes é preciso resolver problemas como atrasos salariais e pagar planos de saúde para os funcionários.  

- Situação do presidente, até do ponto de vista pessoal, beira a insustentabilidade, pelo que vi no Maracanã, nos últimos jogos. Mas isso é um sentimento pessoal. O processo de impedimento é muito técnico. Como não sou conselheiro, não tenho a possibilidade de discuti-lo tecnicamente. Ele não tem nem pessoas em volta dele que faça um cinturão de proteção. Hoje ele é um cara isolado - declarou Mário. 

Outro momento forte foi de críticas a gestão de Peter Siemsen e Pedro Abad. Relacionado ao ex-presidente, Mário lembrou da venda de Fred para o Atlético-MG e do espanto do advogado do clube mineiro ao ver o descaso com as Laranjeiras. Quando ao segundo, críticas ao modelo de gestão e também ao Projeto Samorín. 

- Não sou conselheiro. O impeachment tem lá as suas justificativas, mas é um processo doloroso. Seja através do impeachment, da renúncia ou de uma outra solução, entendo que esse momento, politicamente, não tem mais sustentação - declarou Tenório. 

Ricardo Tenório e Celso Barros falaram mais sobre questões técnicas relacionadas ao Fluminense, como finanças e empreendedorismo. O primeiro destacou a necessidade do aumento de receitas para investimento no futebol, enquanto o segundo bateu na tecla da falta de credibilidade do Fluminense no mercado e pediu a saída de Abad. 

- Não tem jeito do presidente permanecer em 2019. Seja via impedimento ou pela renúncia, ele faria um grande bem ao Fluminense se entendesse a situação - e temos a informação que ele já está entendendo isso - e pudesse sair. Teria que ter uma solução rápida, tem que mudar estatuto? Muda. O que não pode é o Fluminense morrer. O Fluminense está morrendo. Não há credibilidade nesse grupo para fazer mais nada, a não ser uma gestão horrorosa no futebol - declarou Celso.