Comemoração - Fluminense x Flamengo

Finalista do Campeonato Carioca, Tricolor tem sofrido com prejuízos com os jogos do torneio (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE)

Luiza Sá
11/07/2020
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

A pandemia do novo coronavírus imprimiu uma série de desafios aos clubes, especialmente aos do Rio de Janeiro, primeiros a retornarem aos jogos. Um deles é no campo financeiro. O Fluminense, firme na corrente contra a retomada, já acumula quase R$ 382 mil em prejuízos nos quatro jogos sem público realizados até o momento. No total, o clube já ultrapassa dos R$ 2 milhões em gastos com as partidas em 2020.

Vale lembrar que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) cobrou a mais do Fluminense em duas oportunidades neste retorno do Carioca. Enquanto Botafogo e Flu precisaram pagar R$ 25 mil na 4ª rodada e R$ 12 mil e 13 mil, respectivamente, na 5ª rodada à federação, o Flamengo e Vasco foram cobrados 10 vezes menos esse valor. Na final, foi mantida a quantia que o Tricolor pagou anteriormente. Portanto, mais gastos.

Soma-se a isso as partidas sem público, que naturalmente geram apenas despesas. Contra o Vasco, na última partida antes da suspensão das atividades, o jogo de portões fechados representou um prejuízo de R$ 235.589,42. O Flu, por ter preferido manter o jogo no Maracanã, apesar do mando do rival, arcou com R$ 207.966,28. Depois da volta, foram R$ 129.816,58 contra o Volta Redonda, e os valores divididos com Macaé (R$ 35.028,29), Botafogo (R$ 82.738,29) e Flamengo (134.154,18).

Em seis jogos deste ano o clube foi visitante, mas ajudou a arcar com as despesas (Cabofriense, Bangu, Vasco e Macaé). O maior público do Flu na temporada foi no clássico contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara, com 53.571 pagantes. Em seguida, a partida contra o Unión La Calera, pela Sul-Americana, com 16.528 pagantes, um número pouco superior à média do clube no ano.

É preciso destacar que o Fluminense projetava um aumento nos ganhos com bilheteria para esta temporada, especialmente com o crescimento do programa de sócio-torcedor, que já ultrapassa os 30 mil adimplentes. Os novos planos ainda não foram lançados, mas a torcida se mobilizou pela adesão em massa. Além disso, a contratação de Fred também poderia ajudar a levar mais público ao estádio. Com a pandemia, essa expectativa acabou quebrada.