Pedro Abad - Presidente do Fluminense

Pedro Abad é o presidente do Fluminense (FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Marcello Neves
29/04/2019
20:09
Rio de Janeiro (RJ)

Há muito tempo convivendo com problemas financeiros, o Fluminense passou por uma evolução no quesito. O balanço financeiro de 2018 do Tricolor indica que o clube das Laranjeiras, apesar de ainda passar por atraso de salários com os jogadores, evoluiu em praticamente todos os quesitos financeiros.

O resultado do exercício da gestão de Pedro Abad em 2018 foi de R$ -1,4 milhão, o que é praticamente um valor nulo. No ano anterior, o valor havia sido de R$ -69 milhões, o que indica uma melhora financeira de 80% neste quesito. Em termos de dívidas, o Tricolor pagou R$ 53 milhões em dívidas fiscais e trabalhistas, além de R$ 30 milhões quitados em penhoras.

Muito disso se dá pela diminuição da folha salarial do clube. Em 2017, este quesito era de R$ 112 milhões. No ano passado, diminuiu para R$ 101 milhões - uma das consequências do começo do uso do 'teto salarial' em relação aos salários dos jogadores do plantel profissional.

A fase vivida pelas categorias de base do clube também foram notadas. O Fluminense ganhou R$ 119 milhões em vendas de jogadores - um aumento de R$ 77 milhões neste quesito em relação aos valores de 2017. Mesmo sem vender Pedro, por conta de uma lesão sofrida em agosto do ano passado, o Fluminense recebeu valor considerável por conta de negociações de atletas.

Apesar de ter sido um ano complicado em termos de bilheteria, patrocínios e receitas com associados, o Fluminense subiu de R$205 milhões em 2017 para R$ 279 milhões em 2018 na receita operacional bruta.