Fluminense está refém da própria história
Tricolor sofre pressão da torcida por novo centroavante

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O Fluminense tem um foco claro no mercado estabelecido desde 2025 para a temporada 2026: contratar outro centroavante. Características definidas. Nome de peso, que chega para resolver o problema de gols na posição. Falta o nome. E a torcida fica cada vez mais impaciente. Nesse meio tempo, desde a chegada de Zubeldía, o Tricolor é o time com melhor aproveitamento do Brasil, mesmo "sem" esse novo camisa nove.
➡️ John Kennedy se reafirma em meio a indefinição do Fluminense no mercado
O time continua funcionando. Foi eliminado na Copa do Brasil para o Vasco. É fato. Mas não dá pra dizer que o coletivo não funciona mesmo sem o atacante matador.
Desde a chegada de Zubeldía, o Fluminense tem números que colocam o time no topo do futebol brasileiro. Em 24 jogos, são 16 vitórias, 3 empates e apenas 5 derrotas e 70,83% de aproveitamento, o melhor entre os clubes da Série A no período. A equipe marcou 36 gols, sofreu 18 e não foi vazada em 12 partidas, outro índice que lidera o cenário nacional. O desempenho como mandante é ainda melhor: 13 jogos, 13 vitórias, 100% de aproveitamento, com 26 gols marcados e apenas 4 sofridos, transformando o Maracanã em um diferencial decisivo.
O problema é que o torcedor fez o Fluminense refém da própria história. O tricolor se acostumou a ver o dono da camisa nove, o seu goleador, ser o cara do time. Não basta vencer, como faz no momento atual. Não basta jogar bem, como fez no fim 2025 e faz ainda melhor agora em 2026. Dois dos maiores ídolos recentes do clube, Fred e Cano, deixaram os apaixonados pelo time "mal acostumados". A lista de sucesso na posição ainda é maior.

No início do século, Magno Alves, um dos grandes goleadores da história do futebol brasileiro já deixou o sarrafo alto. Depois dele, o baixinho Romário. Não é preciso dizer nada sobre esse. A lista ainda passa por Washington Coração Valente, um dos grandes nomes do vice da Libertadores, autor de 44 gols em 82 jogos pelo clube, que ainda seria campeão brasileiro em 2010. Depois de Washington, Fred.
Além de ser a personificação da camisa 9 no Fluminense, Fred se aposentou no Tricolor após conquistar dois brasileiros e dois cariocas. São 199 gols pelo clube. Na ausência do grande ídolo, entre 2016 e 2019 o torcedor viu surgiu do nada: Henrique Dourado, que viveu o melhor momento da carreira no Flu (34 gols em 73 jogos); Pedro, cria da casa, convocado pela Seleção Brasileira e quase vendido ao Real Madrid; Evanílson, que subiu com pouca expectativa da base e se tornou um dos principais centroavantes do futebol brasileiro logo de cara. Na época, o papo de bar do torcedor era que a camisa 9 do Fluminense "jogava sozinha".
No momento de aposentadoria de Fred, surge algo ainda maior: Germán Cano, o Rei da América. Direto do rival, o Tricolor viu o argentino assumir o peso da posição de centroavante (sem vestir a 9), e se tornar uma lenda do clube. 111 gols, uma Libertadores, dois cariocas e uma Recopa. Para alguns, maior até que Fred.
É ainda impossível ignorar o dono da camisa 9 na campanha do título da Libertadores de 2023. John Kennedy, ainda no atual elenco, é o autor do gol mais importante da história do Fluminense e viveu fase espetacular naquele ano.

Dito tudo isso, uma conclusão é simples. O torcedor está mal acostumado e se tornou exigente. O tricolor quer ver o seu camisa 9 brilhando, o que não aconteceu no ano passado com Everaldo, dono do número. O outro centroavante, John Kennedy, é destaque nessa temporada, mas pelo pouco que fez ano passado, ainda não recuperou a confiança da torcida.
Por isso, a presão por uma nova contratação é grande. A promessa é de que ela vai chegar até o fim da janela. As negociações, porém, não estão fáceis. O Fluminense enfrenta um mercado extremamente inflacionado, onde todos os vendedores sabem o quanto o clube quer um jogador para a posição de centroavante. Além disso, o Tricolor não quer trazer "mais um". Se não for para resolver a posição, o clube não vai contratar. E quem diz isso é o próprio Zubeldía.
— Contratar por contratar não tem sentido. Contratar para deixar o torcedor contente não tem sentido. Temos que contratar um bom jogador. Até o momento, há um consenso de que os reforços que chegaram são bons (Arana, Jemmes e Savarino). Se tem uma característica ou outra esse centroavante, o que me importa é que ele possa acrescentar à equipe. John Kennedy vive bom momento, Everaldo vocês sabem que para mim sempre tem sido funcional ao time, falta o gol. Esperamos e torcemos para que venha um bom jogador e possamos seguir crescendo como grupo.
Com pouco para investir, comparado ao que é pedido pelo mercado de transferências, o Fluminense se vê refém da própria história de glórias dos seus goleadores. A nova contratação é uma promessa da diretoria ainda para essa janela e a pressão da torcida é grande. Só não é maior que a pressão dos nomes goleadores que passaram pelo Clube das Laranjeiras. Isso porque Waldo, Washington, Super Ézio, Renato Gaúcho e companhia nem precisaram ser citados
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