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Fluminense aumenta investimento em jogadores e chega a mais de R$ 1 bilhão em dívidas

Tricolor aposta em retorno esportivo indireto com performance dos atletas

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Pedro Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 01/05/2026
11:53
Bernal, Savarino, Castillo e Canobbio no treino do Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)
imagem cameraBernal, Savarino, Castillo e Canobbio no treino do Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)

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O balanço de 2025 publicado pelo Fluminense indica passivo total de R$ 1,042 bilhão, sustentado principalmente por obrigações fiscais, compromissos com jogadores e acordos judiciais. Mesmo com o volume elevado, o relatório detalha uma mudança no perfil dessa dívida, com foco em alongamento de prazos, renegociações e maior previsibilidade de pagamento.

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A maior fatia do endividamento está concentrada em tributos parcelados (R$ 469,9 milhões) e contas a pagar por jogadores (R$ 244,1 milhões), além de valores ligados a acordos judiciais (R$ 91,3 milhões) e obrigações trabalhistas (R$ 58 milhões). Esse recorte mostra que o passivo do clube está mais associado a compromissos estruturais e históricos do que a movimentações recentes de mercado.

Ao analisar a evolução, o próprio documento aponta que a dívida saiu de R$ 864 milhões em 2019 para R$ 1,043 bilhão em 2025, mas faz a ressalva de que esse crescimento não representa necessariamente aumento puro de obrigações. Parte relevante vem da correção pela taxa Selic, já que grande parcela da dívida é fiscal, além da incorporação de valores que não estavam contabilizados em gestões anteriores. O relatório ainda destaca que, sem os pagamentos realizados ao longo do período — mais de R$ 500 milhões —, o passivo poderia ter atingido cerca de R$ 1,49 bilhão.

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Dentro desse processo, o clube estruturou mecanismos para reorganizar o pagamento das dívidas. O principal deles é o Regime Centralizado de Execuções (RCE), implantado em 2022, que suspende bloqueios judiciais e garante previsibilidade financeira. Além disso, o Fluminense firmou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), obtendo desconto de aproximadamente R$ 90 milhões no passivo tributário e alongamento dos prazos. Também foram realizados leilões no Tribunal Regional do Trabalho, com aportes superiores a R$ 10 milhões e redução de cerca de 30% em dívidas trabalhistas.

Outro ponto relevante apresentado no relatório é a separação da dívida ligada ao futebol. Sem considerar os investimentos em jogadores, o passivo cai para cerca de R$ 812 milhões. A justificativa do clube é que parte dessas obrigações está associada à aquisição de atletas, que são tratados como ativos esportivos e econômicos, com potencial de valorização e geração de receita futura.

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Ao longo de 2025, o Fluminense investiu aproximadamente € 59 milhões (cerca de R$ 320 milhões na cotação média) na compra de atletas. Esse montante aparece no balanço como parte do ativo do clube, mas também impacta o passivo, já que muitos desses negócios são feitos de forma parcelada. É por isso que o relatório destaca cerca de R$ 244,1 milhões em contas a pagar por jogadores, um dos principais componentes da dívida total.

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O aumento desse tipo de investimento acompanha o crescimento da receita do clube e, principalmente, da capacidade de competir em alto nível. O balanço mostra que o Fluminense passou a direcionar mais recursos para a aquisição de atletas nos últimos anos, elevando o valor do elenco e ampliando o potencial de retorno esportivo e financeiro.

Esse movimento ajuda a explicar por que a dívida total cresce ao mesmo tempo em que o clube melhora indicadores estruturais. Parte relevante desse crescimento não está ligada a passivos "mortos", mas sim a ativos em operação — jogadores que atuam, se valorizam e podem gerar receitas futuras.

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Mesmo com a dívida elevada, o relatório destaca melhora em indicadores estruturais. O passivo a descoberto — diferença entre ativos e obrigações — caiu de cerca de R$ 400 milhões negativos em 2019 para aproximadamente R$ 185 milhões negativos em 2025, indicando avanço na recomposição patrimonial.

Por outro lado, o parecer da auditoria independente aponta pontos de atenção. Entre eles, a subavaliação de contingências em cerca de R$ 34,1 milhões, um ajuste não reconhecido relacionado à FFU de R$ 110,4 milhões, além de capital circulante negativo de R$ 309 milhões e valores do PROFUT ainda não homologados. O relatório também menciona incerteza relevante sobre a continuidade operacional, condicionada à execução das medidas de reequilíbrio financeiro.

De forma geral, o balanço mostra um clube ainda com dívida elevada, mas com mudança no perfil do passivo, utilização de mecanismos formais de renegociação e crescimento de ativos — especialmente ligados ao futebol — como parte da estratégia de reorganização financeira.

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