Cuéllar

Cuéllar participou de entrevista coletiva nesta sexta-feira (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

LANCE!
05/04/2019
10:45
Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo e Fluminense se enfrentaram por três vezes em um período de pouco mais de um mês (semifinal da Taça Guanabara, última rodada da Taça Rio e semifinal da Taça Rio) e terão um novo encontro neste sábado, pela semifinal do Campeonato Carioca. Para o volante Cuéllar, encarar o mesmo adversário inúmeras vezes em um curto tempo não é saudável.

- Para mim, é muito ruim enfrentar uma equipe muitas vezes no mesmo campeonato e no mesmo ano. E ainda tem o Brasileiro. Ou seja, serão seis jogos contra o mesmo time e no mesmo ano. Não acho saudável para a performance no jogo. Já conhecemos o time, vamos enfrentar a mesmo coisa que já pegamos. É uma dificuldade, mas temos de nos adequar às regras do torneio - disse.

Para o camisa 8, os inúmeros confrontos acabam facilitando também para que os times entrem mais pilhados na partida, como aconteceu na semifinal da Taça Rio.

- É insano jogar tantas vezes com o mesmo time, ainda mais na mesma competição. O primeiro jogo não teve complicação, o segundo um pouco, o terceiro um pouco mais, o quarto não sabemos como vai ser. Muito jogo com mesmo time fica um pouco chato - afirmou.

Para o volante, a derrota para o Peñarol, do Uruguai, pela Libertadores, na última quarta, deixa um aprendizado.

- A lição ficou que jogando bem, mal ou regular, não pode perder. Ainda mais na Libertadores, que é uma competição difícil. Para mim, ficou essa lição e, nesse jogo (contra o Fluminense), a gente não pode entrar pensando no empate. Tem de focar na vitória. No final, se não puder ganhar, não podemos perder.


Apesar dos elogios ao elenco do Fluminense, Cuéllar considera que conquistar a classificação à final do Campeonato Carioca é uma obrigação para o Flamengo.

- Vai ser um jogo muito difícil, contra um time que sabe jogar bem, com elenco qualificado. Mas, com todo respeito ao Fluminense, temos a obrigação de chegar à final, e ganhar. (A derrota de quarta) Não pode ser um peso a mais, temos de saber lidar com essa pressão. Respeitando o Fluminense, temos de fazer um grande jogo para vencer e nos dar confiança para o próximo jogo (contra o San José, da Bolívia, pela Libertadores). Temos ferramenta para fazer um grande jogo - apontou.

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ARRASCAETA

Arrascaeta, todo mundo conhece. É um grande jogador. O Abel pensou que não era jogo para ele. Ele esta ali fora fazendo a leitura e achou que não era para a entrada. Arrascaeta e outros jogadores de qualidade ficaram no banco, é uma decisão do treinador. Não podemos entrar neste tipo de cobrança da torcida. Quanto ao entrosamento, é normal. Ele está conhecendo ainda os companheiros. Natural que ainda ache que falte (entrosamento). Obviamente tem um período de adaptação, mas ele vai ficar ainda muito tempo no Flamengo, mostrar que tem qualidade e ajudar muito.

Flamengo x Volta Redonda Arrascaeta
Arrascaeta foi tema de coletiva (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

VANTAGEM DO EMPATE

Não entramos pensando em empatar. É um regra que temos a favor, mas entramos em campo pensando em ganhar e conquistar o resultado que vai nos levar à decisão. É uma regra, mas pensamos em fazer um bom jogo e chegar à vitoria.

POUPAR OU NÃO?

A verdade é que sempre estamos à disposição. Em alguns jogos colocou o time com mais regularidade. Temos um elenco qualificado e, se precisar, estamos à disposição. Quarta, quinta... Estamos à disposição. E se se chegar à decisão, também estamos à disposição. Jogamos sempre com muita seriedade o Carioca e Libertadores.

AGORA, DECISÃO DE VERDADE?


Obviamente, muda. Pelo regulamento, é um pouco complicado de entender, mas estamos focados. A margem de erro, agora, é média, não é como nos jogos anteriores. Vamos entrar pensando em chegar à decisão.