Muito além do campo e bola, Flamengo usa legado de Zico na formação de jovens
Clube carioca levou jovens da base para assistir filme sobre a história do Galinho
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Todo jovem que chega ao Flamengo sonha em seguir os passos de Zico e vestir a camisa rubro-negra no futebol profissional. Mas, para além do campo e bola, o maior jogador da história do clube carioca também é um espelho de como ser cidadão. Para fazer com que os Garotos do Ninho conhecessem ainda mais a história do Galinho, o clube levou cerca de 130 atletas das categorias de base ao cinema. para assistirem ao filme "Zico, O Samurai de Quintino".
A ação, realizada em um shopping na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, reuniu atletas de cinco categorias do clube, do sub-13 ao sub-17. Ao longo das cerca de 1h40 de duração da obra, os jovens do Flamengo mergulharam nas origens do Galinho, com exemplos de liderança, humildade, disciplina e, acima de tudo, identificação com as cores rubro-negras, aspectos trabalhados diariamente na formação do clube. Ao término do filme, os jogadores aplaudiram o ex-jogador.
Alfredo Almeida, diretor da base do Flamengo, destacou que a experiência vivida pelos jovens serviu como uma lição de vida.
— Mais do que um filme, foi uma lição de vida o que eles assistiram aqui hoje. Vai muito além daquilo que eles fazem dentro de campo. Existe, fora dele, uma questão de princípios, valores e conduta. Esse é o exemplo que o Zico deixa. Não é só pelos gols que marcou. O Zico vai muito para além das quatro linhas — afirmou o dirigente português.
— Hoje foi mais um passo gigante para entenderem o manto que carregam, entenderem o escudo que têm ao peito. O Zico é a história do Flamengo. Não é uma simples camisa, não é um simples clube — completou.
A iniciativa partiu de uma parceria entre as divisões de base e o departamento de desenvolvimento humano do Flamengo. Coordenadora da área, Patrícia Negreiros explicou que o objetivo do clube é trabalhar a formação integral dos atletas, e não apenas dentro do esporte.
— A gente tem sempre essa preocupação com o extracampo, com o desenvolvimento integral dos meninos. O atleta é uma pessoa normal, não tem como fragmentar o atleta do ser humano. A construção é do atleta cidadão — disse Patrícia.
— Agora é pegar o exemplo não só do futebol, mas também do que o Zico é como ser humano. Até o Zico é um ser humano normal e tem as suas obrigações fora de campo. Então eles precisam entender isso também — complementou.
O Lance! conversou com três atletas que assistiram ao filme. Para Guilherme Ramiro, goleiro do sub-13, a postura de Zico fora dos gramados foi o que mais chamou atenção na obra.
— Foi uma experiência muito incrível. Ele é um homem bom dentro e fora de campo, e a gente tem que sempre buscar isso. A garra, a determinação e a paixão pelo Flamengo sempre — disse o jovem.
Já João Vitor, do sub-15, fez uma ligação entre Zico e Lucas Paquetá, dois jogadores revelados pelo clube. Também meio-campista, assim como os dois rubro-negros, ele destacou como ambos servem de inspiração.
— O Zico é o maior jogador da história do Flamengo. Tenho muita referência para a minha posição. E agora o Paquetá é outra inspiração mais recente. A gente se inspira muito neles — afirmou.

Assim como João Vitor, Alfredo Almeida também fez um paralelo entre Zico e Paquetá. O dirigente português detalhou que, apesar das gerações distintas, ambos compartilham características que o clube busca transmitir aos atletas.
— Estamos falando de gerações diferentes, que eram o Zico e o Paquetá, mas existe um denominador comum: a conduta, os valores, os princípios e o compromisso com o futebol. Espero que isso continue nestas gerações mais jovens e os leve aos sonhos que querem alcançar — afirmou.
Além da identificação com o futebol apresentado pelos ídolos rubro-negros, os jovens também enxergam exemplos de comportamento e comprometimento fora das quatro linhas. Meia do sub-17, Matheus Tenório destacou justamente a humildade de Zico mostrada no filme.
— Dentro e fora de campo, ele foi uma pessoa espetacular. O pé no chão, a humildade lá em cima. Meu pai sempre falou muito bem do Zico para mim — contou.
Na sala de cinema, dois jovens também contam com dois espelhos importantes no futebol, mas também dentro de casa: Tiago Kasmirski, filho de Filipe Luís, e Davi Moura, filho de Diego Ribas. Assim como Zico, eles também fizeram história com a camisa do Flamengo e servem de inspiração para esses jovens.

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Zico detalha momentos complicados da carreira
No lançamento do filme, no dia 15 de abril, Zico enalteceu a obra e explicou que o filme não contou apenas com momentos felizes, mas também com episódios em que teve que lidar com as incertezas.
— Na minha trajetória, não aconteceram só fatos felizes. Muita dificuldade já desde o início da minha carreira, em que havia uma dúvida, uma interrogação se eu ia conseguir ser jogador ou não. O filme já começa com isso, né? Que eu era raquítico, que eu era desdentado, que eu era magrinho... (risos). Era normal que houvesse no Flamengo uma incerteza em relação a se eu ia ser jogador ou não. Não vou dizer que foi um sacrifício, pois sem sacrifício você não chega a lugar nenhum. Foi um período difícil, porque não tinha jogo, não tinha nada que motivasse, era só para ganhar físico mesmo — declarou Zico em entrevista coletiva.
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