LANCE!
11/08/2020
17:55
Rio de Janeiro (RJ)

A nova comissão técnica iniciou a trajetória pelo Flamengo com o pé esquerdo. Domènec Torrent viu a sua equipe ser derrotada nas estreias, sua e pelo Campeonato Brasileiro, no último fim de semana. Agora, com a chance de contar com Jordi Guerrero - caso seja regularizado a tempo - ao seu lado, buscará triunfar diante do Atlético-GO, nesta quarta, às 20h30, fora de casa.

E, pouco antes de embarcar junto à delegação para Goiânia, Jordi Guerrero explicou como se deu a escolha pelo Flamengo e também a respeito de sua principal função como auxiliar do Dome: a bola parada. 

- Vim para ajudar o clube como segundo treinador. Sou encarregado, mais especificamente, das jogadas com bola parada. Estava trabalhando como profissional na Segunda Divisão em Girona. Depois de dois playoffs, subimos para a Primeira. Fiquei um ano na elite com o Girona e depois fui para o Sevilla, passei rapidamente pelo Espanyol e, agora, aqui no Flamengo. É ótimo estar aqui - disse, em entrevista à "FlaTV", completando: 

- O que podemos prometer é que trabalharemos muito, que tentaremos fazer o melhor possível para ajudar os jogadores, que temos um elenco espetacular e tentar que o jogo seja o mais bonito e eficiente para que o Flamengo esteja de novo no topo de todas a competições.

Jordi Guerrero
Jordi Guerrero é auxiliar de Dome (Foto: Reprodução/Fla TV)

Aos 52 anos, Jordi Guerrero não escondeu a ansiedade de trabalhar no Fla assim que soube do convite da diretoria rubro-negra.

- Quando você que é o Dome ao telefone, já sabe que é algo. Quando olhei, já se acenderam todas as luzes, todos os alarmes. Não precisou insistir nada para que eu viesse. Falou: "Olha, tem isso". Eu respondi: "Beleza, quando a gente vai?". Ele disse: "Bom, ainda não está fechado, mas tem possibilidades. Você está interessado?". E eu respondi: "Claro, como não vai me interessar? É um dos melhores times do mundo". Para um profissional é um momento de alegria... Vir para um time desses é para poucos. E, quando é profissional e aparece um nome como o Flamengo, é uma oferta irrecusável. Não pode especular, dizer "vou pensar", logo sai: "sim, eu vou". E aqui estamos.

- Eu sou uma pessoa muito focada no que estou fazendo. Ou seja, agora, para mim, o mais importante é o Flamengo, e vou focar no Flamengo, nos torcedores, no país, na língua, no time, nos rivais... O que acontecia é que eu sabia o clube que é, conhecia alguns jogadores, mas não estava focado no Flamengo porque na minha vida nunca imaginei poder vir para cá. Agora é absorver a cultura do país, das particularidades do time, da cidade e dos torcedores. Te falam e te dizem: "Você vai ver quando chegar lá". E você não imagina até que vê. Quando vê as pessoas ali, a recepção calorosa que deram a nós... Dá arrepios. É uma imagem e uma lembrança que guardarei para sempre. Estou muito orgulhoso de estar aqui - finalizou.