Zeze Perrella

Perrela teria sido o resposável pela contratação do pai de santo que ajudaria o Cruzeiro a evitar o rebaixamento-(Reprodução Internet)

Valinor Conteúdo
22/09/2020
15:08
Belo Horizonte

Em semana sem jogos do Cruzeiro, o clube teoricamente deveria ter uma semana focada somente em treinos para sair da má fase do time na Série B, onde ocupa a 15ª posição, com apenas oito pontos em 10 jogos.

Todavia, o cenário da Raposa é sempre “quente”, com alguma novidade negativa para o clube. E, a semana começou com um desabafo do goleiro Fábio que rebateu as críticas ao time. Outro assunto que gerou burburinho entre os torcedores foi um áudio que circula nas redes sociais em que um torcedor se revolta e diz que irá pagar o pai de santo contratado pelo clube, em 2019, para acabar com a “zica” celeste.

O torcedor pede o contato de Reginaldo Muller Pádua para fazer o pagamento da dívida, que poderia livrar a Raposa deste duro momento em sua história.

-Alguém tem o contato desse pai de santo que o Cruzeiro está devendo, aí? Eu não dou conta mais. Eu pago ele. Eu pago! Eu fico sem beber cerveja, sem comer churrasco. Se for caro demais da conta, eu faço uma "vaquinha" online e pago ele. Tem que pagar essa d***.

Entenda o caso do pai de santo

O Cruzeiro tentou até “mandiga” para evitar a queda do time no Campeonato Brasileiro de 2019. A Raposa contratou os serviços de um “pai de santo” para fugir do rebaixamento à Série B. Todavia, sem obter o resultado esperado, não quitou o valor total com o pai de santo, orçado em R$ 10 mil. apenas R$ 6 mil foram pagos.

O pai de santo Reginaldo Muller Pádua disse ao portal Uol que o ex-presidente do clube e então gestor do futebol, Zezé Perrella que o contratou para o serviço.

Perrella fez o pagamento a Reginaldo com dinheiro do Cruzeiro, apesar da fase financeira ruim que o clube vive desde meados de 2019, quando vieram à tona as falcatruas da diretoria capitaneada por Wagner Pires de Sá.

Perrella negou contato com o pai de santo, mas Benecy Queiroz, superintendente do clube, confirmou que houve um trabalho de ordem religiosa no clube.

O combinado era parcelar os valores pagos pelo trabalho. A primeira parcela, de R$ 2500 foram pagos no dia 16 de outubro, no dia que a Raposa quebrou um jejum sem vitórias, ao bater o São Paulo por 1 a 0, no Mineirão.

Após completar R$ 6 mil em transferências, o Cruzeiro parou de pagar a Reginaldo Muller Pádua no fim de outubro. Coincidentemente foi quando o time caiu de vez de desempenho, culminando no rebaixamento para a segunda divisão nacional.