Tite compara Matheus Pereira, do Cruzeiro, a Neymar ao falar sobre escassez de camisas 10
O treinador trabalhou recentemente com os dois jogadores

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Ex-técnico da Seleção Brasileira e do Cruzeiro, Tite fez uma análise profunda sobre a escassez de camisas 10 no futebol e exaltou Matheus Pereira neste cenário. Para o treinador gaúcho, a posição tem sido escanteada para a produção de pontas.
– Sim. Eu não sei por quê. Os "wingers", o externo, os pontas, chama como que quiser, hoje estão mais em evidência. E a gente tem, já ao longo do tempo, criado bastante jogador de lado, de velocidade, de um contra um, de finta, mas de 10, pensador, articulador, visionário, criativo, inesperado (não). O Matheus (Pereira) me surpreendeu, ele tem sempre uma jogada que pode surpreender. Ele é difícil – destaca Tite em entrevista ao ge.
– Eu não queria confrontar, mas ele tem... E a evolução teve, para comigo, o Neymar. O Neymar evoluiu de externo para 10. O 10 que eu concebo é esse. Pode ser um 10 meia-atacante? Pode. Pode ser o Matheus? Pode. Mais um jogador de condução... O Alex (Meschini, hoje comentarista) era um 10 meia-atacante. Ele era menos construtor, menos articulador, mais finalizador e infiltrador. Pode ter? Pode. Com outras características, pode. Pode ter tripé com um primeiro meio-campista e dois articuladores, dois jogadores de mobilidade do lado, pode – disse o treinador.
Ao refletir sobre a escassez de camisas 10 no Brasil, Tite colocou o meia do Cruzeiro ao lado de Neymar para descrever o que seria o articulador atualmente.
– O que a Seleção hoje faz? Ela tem externos de velocidade, muitas opções de lado, poucas opções de 10. Não estou falando do Ancelotti, estou falando da geração. Ela não tem 10, ela tem 8 e 5, ela tem 9 com características diferentes. Eu digo que o Matheus Cunha é um 9 e meio, ele transita como um segundo atacante, mas não é o articulador. O que o Neymar é, que é o que o Matheus Pereira é. Ou que outros jogadores são, o Arrascaeta. Respondendo mais especificamente: eu tenho que adaptar. Se eu gostaria de ter um 10? Sim! Porque entendo que ter um 10 nessa zona e ter um flutuador... Tu tens quatro jogadores que ditam o ritmo para daqui a pouco ser vertical ou ser posicional. Desacelerar ou acelerar conforme as circunstâncias. Aí você modula melhor. Eu vejo como isso é o projeto ideal da equipe, mas nem sempre dá – disse.

Matheus Pereira e Neymar aumentam o nível de suas equipes
Ao ser questionado sobre a presença de Neymar na Copa do Mundo, Tite não quis dar seu pitaco, mas destacou que ele, assim como outros jogadores com quem trabalhou (citando Matheus Pereira), levam a equipe a um nível alto.
– Eu não tenho condição de dizer se levaria, porque essa análise é da decisão final do técnico. O que eu posso dizer, e isso eu posso, é que no período em que ele trabalhou comigo, e entre os outros atletas que trabalharam em todos os clubes por onde eu passei... Eu peguei o Ronaldo Fenômeno, era uma etapa final profissional dele. Trabalhei com o Ronaldinho Gaúcho, era o momento em que ele estava saindo para o PSG. Trabalhei com Renato Augusto e Jadson no meio-campo, trabalhei com Valdivia no Palmeiras... Matheus Pereira, Arrascaeta, Pedro, D'Alessandro, tu traz um nível alto. A fase, o momento, a etapa, o capítulo Neymar comigo foi o atleta com maiores atributos técnicos com quem já trabalhei. Fez coisas impressionantes – destacou Tite

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