Briga Sassa e Mayke

Sassá pegou seis jogos de suspensão por agredir Mayke, na semifinal contra o Palmeiras- Fernando Calzzani / Photopress

Valinor Conteúdo
13/10/2018
16:45
Belo Horizonte

Após a condenação do atacante Sassá, do Cruzeiro, no episódio da briga na semifinal da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, com seis jogos de suspensão, o advogado do clube, Theotonio Chermont, tentará o efeito suspensivo para que Sassá possa atuar contra o Corinthians, no jogo de volta da final da Copa do Brasil, quarta-feira, 17 de outubro, em São Paulo.

- Eu só vou considerá-lo fora da final quando for negado um eventual pedido de efeito suspensivo. Entendo que o efeito suspensivo é completamente cabível, porque a gente não quer premiar o atleta de forma alguma, até porque ele cumprirá qualquer suspensão imposta, sejam quatro, seis, oito, 10, 12 partidas, ele cumpriria no fim do Campeonato Brasileiro. Mas entendo que pode haver sim chance de reformar a decisão no Tribunal. Se ele começar a cumprir a pena desde já, se for reformado posteriormente, ele terá cumprido a mais. O prejuízo nesse caso seria irreparável. Não vejo absurdo nenhum o Tribunal deferir efeito suspensivo. Ele costuma deferir em casos como este frequentemente, disse.

Theotonio alega que Sassão reagiu a uma agressão inicial e minimizou o ato do camisa 99 da Raposa contra Mayke.

- Essa própria Comissão e o Pleno consideraram como ato de hostilidade uma cabeçada. Se cabeçada for ato de hostilidade, pescotapa que o Sassá deu no Mayke, na minha ótica, também deveria ser. Mas, infelizmente, o Tribunal assim não entendeu, entendeu que o ato foi bastante grave e o apenou com seis partidas de suspensão, explicou.

O Cruzeiro tem até o fim da tarde de terça-feira para conseguir o efeito suspensivo e ter Sassá na grande final da Copa do Brasil.