Cruzeiro x Vila Nova-GO

(Foto: Gilson Junio/WP Press)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
05/11/2021
07:00
São Paulo (SP)

Desde que os rebaixamentos passaram a ser respeitados e viradas de mesa se tornaram apenas capítulos tristes da enciclopédia do futebol brasileiro, os clubes grandes apenas pingavam na Série B.

Quem quebrou esta escrita foi o Cruzeiro, que estará na segunda divisão pela terceira temporada seguida em 2022 - ou na Série C, já que está ameaçado de rebaixamento.

Precisando de uma combinação nada simples de resultados, o Vasco é outro que deve ficar na Série B, e o que se vê em campo não causa nenhuma estranheza nestes acontecimentos.

Desde que caiu a regra dos grandes manterem os mesmos valores das cotas de TV no ano seguinte ao rebaixamento, o que se viu foi um maior nivelamento de receitas e, consequentemente, de elencos.

Para times mais tradicionais, a missão de manter ou atrair bons jogadores para disputar a Segundona é complexa e nem a estratégia de contratar técnicos famosos para amenizar esta carência vem surtindo efeito.

Claro que a situação do Cruzeiro é muito mais dramática e passa, sobretudo, pela hecatombe gerada por graves erros de gestões anteriores. Mas é uma prova de que só peso da camisa não vai mais tornar a Série B em uma simples parada protocolar.

Para alguns clubes antes acostumados a disputar títulos a toda hora, a frase "voltou para o lugar de onde nunca deveria ter saído" começa a perder data de validade. E permanecer na Série B pode ser o retrato mais fiel da realidade de cada um.

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