ANÁLISE: tirado da zona de conforto, Cruzeiro somou ponto importante contra o Fluminense
A Raposa terminou a rodada na 11ª posição do Brasileirão

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Diferente de Mirassol e Internacional, o Cruzeiro não conseguiu impor sua ideia frente ao Fluminense dentro de casa. Mas muito disso se deu pela postura do Tricolor, que tirou o time de Artur Jorge da zona de conforto no Mineirão.
Recentemente, a Raposa vinha conseguindo impor sua intensidade e explorar as jogadas em velocidade. Porém, a centralização de seis jogadores na defesa comandada por Zubeldia fez com que os mineiros apostassem em um de seus defeitos: os cruzamentos.
Com Artur Jorge, o Cruzeiro não teve mais de 40% de aproveitamento nos cruzamentos em nenhuma partida. Contra o Fluminense, acertou 22,73% das 22 tentativas.
Cruzeiro forçado a finalizar de longe
Em todas as vitórias com o comandante português, o Cabuloso finalizou mais de dentro da área ou pelo menos igualou as tentativas de fora da área. Contra os cariocas, foi forçado a chutar de longe, com 12 tentativas, contra apenas sete do perímetro.
Destas tentativas, duas foram defendidas por Fábio e uma, em cobrança de falta de Matheus Pereira, desviou na barreira e morreu no fundo do gol. No fim, o Cruzeiro terminou apenas com 15,79% de aproveitamento das 19 finalizações da partida, o terceiro pior desempenho com o comandante.

Outros sinais de desconforto foram as trocas de passes (583) longas e a posse de bola de 61% (quinta maior com Artur Jorge). A Raposa venceu cinco das 11 partidas que trocou mais de 400 passes e duas das seis que teve mais de 60% de posse.
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Visões diferentes
Depois da partida, o lateral Fagner admitiu que talvez o Cruzeiro tenha pecado por falta de refino no ataque. Do outro lado, Artur Jorge defendeu que a equipe teve um bom desempenho. No fim, a Raposa exigiu apenas duas defesas de Fábio contra quatro de Otávio (que salvou um lance nos acréscimos). No entanto, nos gols esperados (xG), ficou 1.23 a 0.69 para a Raposa.
– A análise que faço é de um jogo cínico e ingrato para nós. É fato que é o futebol, mas hoje fizemos o suficiente para somar mais que um ponto. Pelo empenho, o que foi o comportamento, como tentaram. No segundo tempo caímos fisicamente, mas fomos dominantes no primeiro tempo. Fomos agressivos para podermos pensar no resultado – analisou Artur Jorge.
– Eu acho que é o que o jogo impõe. Não tem como querer que o adversário faça o que é melhor para você. O Fluminense tem seus méritos. Temos que burlar esses méritos para conseguir tirar vantagem. Talvez um pouco de ansiedade, do refino no final para sair com um resultado melhor – ponderou o lateral-direito.
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