ANÁLISE: Cruzeiro protegeu sua meta, bombardeou o gol do Goiás e merecia mais
A Raposa foi dominante dentro de casa

O Cruzeiro fez um jogo de dois tempos diferentes contra o Goiás pela volta da 5ª fase da Copa do Brasil. No entanto, ainda que tenha baixado o ritmo na segunda etapa, a Raposa merecia mais que o 1 a 0 contra o Esmeraldino.
No Mineirão, o Cruzeiro teve seu jogo com mais chances claras, terminando o duelo com 2.29 gols esperados (xG). Além disso, o time de Artur Jorge soube jogar com a bola e sem ela, levando perigo ao gol de Tadeu, melhor do jogo, também nos 45 minutos finais.
Mais uma vez, a equipe repetiu os padrões de construir com três jogadores e pressionar a saída de bola adversária com seis atletas.

Mudanças nas pontas
Se em outros jogos, os pontas do Cruzeiro deram amplitude e profundidade ao ataque, contra o Goiás, eles tiveram movimentações diferentes. Kenji e Arroyo pisaram menos na linha de fundo e mais ao centro de campo. Em algumas ocasiões, voltaram ao meio para buscar a bola, seja para abrir espaço para os laterais ou tabelar para infiltrar em velocidade.
Com isso, a movimentação rendeu algumas chances claras, sendo a segunda partida com Artur Jorge que a equipe mais teve oportunidades, com cinco.
O fuzilamento foi tão grande, que Matheus Pereira tentou até da linha de fundo. Mas a maior parte das finalizações foi de dentro da área, com 12 (terceira melhor com o treinador português).
Defesa sólida protegeu Otávio, que quase foi traído pelo destino
A defesa do Cruzeiro soube lidar principalmente com os contra-ataques, mas também jogou o Esmeraldino para o lado direito do campo, onde se sentem menos confortáveis. Os números destacam como a equipe foi sólida, com 47 bolas recuperadas (segundo melhor desempenho com Artur Jorge).
A baliza de Otávio foi tão protegida, que pela segunda vez, o time liderado pelo comandante português não precisou de defesas de seu arqueiro e pela quinta vez o rival não acertou o alvo. Mas no finalzinho, Esli quase acertou o ângulo novamente.
O gol do Cruzeiro
Não menos importante, o gol marcado pelo Cruzeiro teve a marca dos zagueiros. Nas jogadas de escanteio, a Raposa colocava dois jogadores fazendo bloqueios para que seus zagueiros pudessem se movimentar e cabecear. Em dez minutos, Fabrício Bruno finalizou três vezes, duas no gol e na outra no braço do adversário, originando o pênalti convertido por Kaio Jorge.
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