Flamengo x Corinthians

Manoel elogiou o trabalho feito pelo técnico Fábio Carille nesta temporada (Magalhães Jr/Photopress/Lancepress!)

Yago Rudá
27/06/2019
06:20
São Paulo (SP)

A eliminação do Corinthians para o Flamengo na Copa do Brasil ainda surte efeito no elenco alvinegro, principalmente por conta do jogo de volta quando o time de Fábio Carille fez um bom jogo no Maracanã. Em entrevista ao LANCE!, o zagueiro Manoel explica os aprendizados adquiridos após aquela partida e projeta os desafios do clube para o segundo semestre.

- A torcida, a diretoria, a comissão técnica e os jogadores do Corinthians querem que o Corinthians jogue daquele forma. Fizemos uma grande partida, mas saímos muito tristes. Infelizmente, a bola não queria mesmo entrar. Foi triste não ter passado porque nós merecíamos ter conquistado a vaga - afirmou Manoel, relembrando a partida realizada no dia 4 de junho

Na visão do zagueiro, aquela partida - embora seja uma derrota - tem que ser usada como exemplo para o segundo semestre, quando o Corinthians disputa a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.

O time ainda não engatou em 2019, é verdade, mas o longo período de treinos - iniciado na última segunda-feira e que será interrompido apenas no dia 14 de julho - é uma oportunidade enorme de melhora à equipe do Parque São Jorge. O zagueiro Manoel atendeu a reportagem no CT Joaquim Grava, antes da parada do futebol brasileiro para a Copa América. 

O Carille comentava que um dos pontos fracos do Corinthians era o desempenho de uma forma geral. O time vencia, mas não convencia. Um pouco antes do fim da temporada, a equipe apresentou certa melhora, mas ainda longe de ser o ideal. O que o torcedor pode esperar para o segundo semestre neste aspecto?
Fizemos um bom jogo contra o São Paulo (26 de maio), quando ganhamos de 1 a 0 em casa, e também contra o Flamengo, quando marcamos em cima. Temos esses dois jogos como parâmetros. Jogamos muito bem, principalmente contra o Flamengo. Nós perdemos, é verdade, mas tomamos o gol no fim e quando já estávamos indo para o desespero para começar a vitória. A equipe fez um grande jogo, tivemos várias oportunidades, mas naquele dia a bola não queria entrar mesmo. Agora, teremos mais tempo para trabalhar e todo mundo à disposição. No segundo semestre, vamos voltar mais fortes e mais concentrados.

Esse jogo contra o Flamengo (segunda partida da fase oitavas de final da Copa do Brasil, no dia 4 de junho) deixou uma boa impressão para a torcida, apesar da eliminação. No vestiário, após o fim do jogo, como foi o clima entre vocês? Foi um clima mais negativo, afinal o Corinthians estava fora da Copa do Brasil, ou foi algo positivo justamente por conta da postura do time no Maracanã?

A torcida, a diretoria, a comissão técnica e os jogadores do Corinthians querem que o Corinthians jogue daquele forma. Fizemos uma grande partida, mas saímos muito tristes. Infelizmente, a bola não queria mesmo entrar. Foi triste não ter passado porque nós merecíamos ter conquistado a vaga.

Como você vê sua evolução desde sua chegada ao clube?
Me sinto muito bem. Quando cheguei aqui fui muito bem recebido, me sinto muito á vontade. No começo tive um pouco de dificuldade, é normal. Depois, fui jogando, ganhando ritmo e conhecendo meus companheiros. Acredito que tive uma boa evolução e espero que consiga evoluir ainda mais no Corinthians nesse segundo semestre. Espero que a equipe volte em um ritmo forte. É claro que temos que melhorar alguns pontos, mas é algo normal. São 25 jogadores que nunca trabalharam com essa comissão (do técnico Fábio Carille) e temos muito a evoluir.

Você comentou em outras oportunidades sobre a importância do Carille para seu desenvolvimento e que seu início aqui no Corinthians foi um pouco difícil devido a certas dificuldades. Quais foram essas dificuldades? E como a comissão técnica te ajudou a superar esse problema?
São formas diferentes de trabalhar. O Fábio é um técnico que treina bastante a defesa e corrige o posicionamento que você precisa ter durante o jogo. É um cara que cobra muito isso. Também tem o fato de que eu não conhecia meus companheiros. Tive dificuldade, insegurança. Depois, quando você começa a pegar entrosamento vai entendendo algumas coisas: como ele gosta de receber a bola, o posicionamento dele. Também tem algumas coisas que aprendi com o Carille, como ficar de lado e sair antes do atacante no lançamento para ter vantagem. Isso me ajudou bastante.

Você acha que a zaga titular, e aqui me refiro a você, Fagner, Henrique e Danilo Avelar, está completamente entrosada?
Evoluímos bastante, principalmente na questão da saída de bola. Hoje, a gente sai tocando bem mais. A equipe cresceu muito na verdade.

A parada tende a ser positiva ou negativa para o Corinthians?
Acredito que positiva. No primeiro semestre fomos bem. Infelizmente, fomos eliminados da Copa do Brasil, mas fomos campeões do Paulista. Esperamos aproveitar esse tempo para trabalhar para voltar mais fortes e buscarmos ir bem nos dois campeonatos que vamos disputar.

Você teve boas temporadas no Athletico-PR e também no Cruzeiro. Como você vê essa sua temporada no Corinthians em relação aos bons momentos que você viveu nestes dois outros clubes?
Estou me sentindo bem, estou fazendo o que sempre fiz. No Athletico-PR, quando fui eleito para a seleção do Campeonato Brasileiro, foi uma das minhas melhores temporadas (referindo-se ao ano de 2013). Estava jogando bem, fazendo gols e recebi várias propostas. Ali, foi algo espetacular na minha vida. Trabalho muito no Corinthians para conseguir igualar o que fiz lá e tenho certeza que vou chegar. Estou bem, estou adaptado e sei a forma como o Carille gosta de jogar.

O Corinthians tem interesse no Gil. É um jogador que está em negociação e a torcida tem muito interesse no retorno dele. Como seria para você jogar e disputar posição com ele?
É um jogador que tem uma história no clube. Todo mundo gosta dele aqui. Um jogador como ele, que é um cara de seleção, vem para fazer todos evoluírem. Se vier, estaremos esperando de braços abertos. Estou na torcida para que ele venha.