Duílio Monteiro Alves, Roberto de Andrade e Alessandro Nunes

Duílio, Alessandro e Roberto formam o 'núcleo duro' do futebol no Timão (Foto: Rodrigo Coca/Ag,Corinthians)

Fábio Lázaro
15/02/2022
06:00
São Paulo (SP)

Quando demitiu o técnico Sylvinho logo na terceira partida da temporada, a ideia da diretoria do Corinthians era agir rapidamente e evitar novelas na busca por um novo treinador. Contudo, 12 dias se passaram desde então e o clube alvinegro segue sem um comandante no futebol. 

E o grande problema para que o Timão esteja travado na missão de um novo técnico são os critérios adotados pelo Departamento de Futebol, a de um profissional que ajuste o time em campo e que não chegue trazendo desconfiança à torcida, como aconteceu com Sylvinho desde a sua contratação, em maio do ano passado, até a demissão no último mês de fevereiro. 

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Sem alternativas que unam as duas características no mercado nacional, a diretoria corintiana precisou mirar o alvo para a Europa, mas tem sofrido com a 'depreciação' do futebol sul-americano, especificamente o brasileiro no olhar europeu. 

Altos valores e ausência de prioridade em relação ao Corinthians foram os principais motivos que afastaram o clube dos principais nomes até o momento. 

Jorge Jesus chegou a trabalhar no Brasil por mais de um ano, entre 2019 e o início de 2020, deixou o Flamengo como ídolo antes de voltar ao Benfica, de Portugal, clube no qual recentemente foi demitido, mas não quer tão logo voltar a trabalhar em território brasileiro, pelo não até maio, quando se encerra a temporada no Velho Continente. Ele também chegou a ser cotado no Atlético-MG, mas não mostrou pressa para negociar e o Galo não esperou. Com isso, tudo indica que o JJ tem como intuito principal seguir trabalhando na Europa na próxima temporada. 

Outro treinador que não demonstrou muita vontade de dirigir o Corinthians foi o também português Vitor Pereira, ex-técnico do Porto, e que recentemente foi desligado do Fenerbahçe, que até chegou a escutar alguns intermediários corintianos na Europa, mas optou por permanecer onde está e ainda possui mercado - vale ressaltar que Pereira foi um dos técnicos cotados para dirigir o Everton, da Inglaterra, mas acabou preterido por Frank Lampard. 

Em ambos os casos, as pedidas financeiras dos primeiros cotados pelo futebol do Timão extrapolaram as perspectivas da equipe brasileira que previa certa negociação, mas que admitia ir atrás de investidores para ajudar no projeto. 

Mais uma situação eram as exigências em relação a trazer profissionais para setores onde o Corinthians já possui funcionários, o que acarretaria em ônus financeiro ou problemas internos. Em relação a isso, foi empecilho maior em relação a Vitor Pereira. 

Em meio a indefinições e negativas, a diretoria corintiana segue de olho no marcado, tendo pressa, mas entendendo que ela é inimiga da perfeição. A ideia do 'núcleo duro' do clube alvinegro é ser assertivo, trazendo um profissional qualificado, tarimbado e que não gere questionamentos da torcida logo de cara. O intuito da direção é buscar um profissional abraçado por todos os setores e que construa um Corinthians competitivo. 

Enquanto isso, o tempo vai diminuindo em relação a estreia da fase de grupos da Libertadores, previsto para o início de abril, e a direção técnica corintiana vai seguindo com o interino Fernando Lázaro, que contra o São Bernardo, nesta quarta-feira (16), na Neo QuÍmica Arena, pela sétima rodada do Paulista, completará o terceiro jogo consecutivo no comando do Timão.