Emerson Sheik e Vilson

Vilson (à direita) ao lado de Duílio Monteiro Alves, Emerson Sheik e Jorge Kalil (Foto: Divulgação/Corinthians)

Marcio Porto
08/01/2019
13:56
São Paulo (SP)

O Corinthians tem um novo gerente de futebol e ele é um velho conhecido da torcida. Mas nem tanto pelo que fez dentro de campo, afinal foram poucas participações. Não conseguir atuar pelo Timão por conta de uma grave lesão no joelho foi um drama na vida de Vilson Menezes, que agora espera ajudar o clube fora das quatro linhas. O ex-zagueiro se aposentou no fim de 2018 aos 30 anos e aceitou convite da diretoria para substituir o ex-lateral, que exerceu a função nos últimos anos. 

- Obviamente que o torcedor enxerga mais o jogador externamente. Mas, devido a lesão séria no joelho, encerrei a carreira, não consegui fazer como desejava. Queria muito pelo meu perfil, de batalhador, guerreiro, mostrar nas quatro linhas, mas a lesão me atrapalhou. Tentei de todas as formas, sou muito grato ao Corinthians, mas minha lesão foi muito grave, séria. Era uma dor que me incomodava, tirava minha paz, a tranquilidade para trabalhar, tirava minha alegria no campo - disse Vilson.

- No meio desses problemas, tentei tirar forças para não me atrapalhar pessoalmente, em casa. E quando comecei a entender o que eu tinha, comecei a pegar forças e entender: não posso deixar o meu joelho tomar conta da minha carreira. Na hora de estar por baixo, tem de reconhecer, melhorar e evoluir para mostrar algo para alguém. E quando vi que não podia mais dentro de campo, vi que poderia ajudar de alguma forma. Pelo meu caráter, meu jeito de ser, comecei pensar a ajudar de alguma forma. Comecei a orientar mais os garotos, sempre ia aos jogos, passar força. Sempre fui muito comprometido, sempre me dediquei, aqui não foi diferente. Internamente, acho que fiz um bom papel no Corinthians - completou o ex-zagueiro. 

Vilson é muito querido pelo grupo de jogadores, a comissão técnica e membros da diretoria. Nos últimos anos, pouco jogou, mas teve uma influência considerada muito positiva. Contratado em 2016, após passagens por Grêmio e Palmeiras, ele fez apenas 26 jogos, o último em fevereiro de 2017, e marcou um gol. Desde então, ele já traçava planos.

- Eu quando estava machucado, já pensava no que faria no pós-carreira. Participei de palestras, sobre transição, aprendi sobre gestão. Sempre fui muito de ler. E aí já estou preparado - afirmou.

Na vaga de Alessandro, ao lado de Emerson Sheik, seu ex-companheiro de time, ele será o elo entre a diretoria, comissão técnica e jogadores. Mas também dará palpites em negociações, como afirmou na coletiva nesta terça-feira.

- A nossa vivência no futebol aponta para isso, estou sempre assistindo jogo, de fora. Já tivemos reuniões, já falamos alguns nomes, sempre participando, dando nosso feedback, Duílio sempre pede nossa opinião, o Kalil (Jorge, diretor adjunto de futebol), o presidente - afirmou Vilson.