Recuperação Judicial: como fica a gestão do Botafogo com o pedido?
John Textor dá cartada nos tribunais em busca de soluções para crise financeira

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O Botafogo protocolou na última quarta-feira (22), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o pedido de recuperação judicial como uma das cartas para amenizar o cenário de asfixia financeira e organizar as contas. O movimento causa estranheza, mas já vinha sendo debatido nos bastidores da SAF. O Lance! explica a intenção disso e os próximos passos.
+ Pedido do Botafogo à Justiça trava possíveis rescisões de jogadores por dívidas
Para iniciar o processo, a SAF deu entrada com medida cautelar preparatória e ganhou 60 dias operando como em um modelo de recuperação judicial. Para Textor, essa é uma vitória parcial importante de olho nas finanças do projeto. A defesa foi feita pelos escritórios Salomão Advogados, Basílio Advogados e Fux Advogados.
Com isso, a gestão se vê protegida de execuções de dívidas de credores e bloqueios. Tudo passa a operar dentro da recuperação judicial, podendo haver acordo e a SAF indo atrás de deságio para abater parte do valor.
Além disso, o Glorioso, dentro da ação, solicitou que atletas, representantes e empresários sequer possam ir à Justiça atrás de rescisão unilateral de contratos — O Botafogo tem dois meses de direitos de imagem e FGTS em atraso com jogadores, e, sem isso, os atletas poderiam sair sem custos no terceiro mês.
— A medida tem como prioridade absoluta a proteção das atividades do clube e o cumprimento dos compromissos com seus atletas, funcionários e prestadores de serviço, que seguirão recebendo atenção especial ao longo de todo o processo — escreveu o clube, em nota oficial divulgada em seus canais.

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Botafogo assume nova briga
Em parte da nota, a SAF pediu suspensão temporária do direito de voto do acionista majoritário — no caso, Eagle BIDCO, com o fundo Ares, e gerido atualmente pela empresa Cork Gully. De acordo com o Alvinegro, a Eagle, dona de 90% das ações da SAF, tem "usado essa posição para obstruir a chegada de novo capital ao clube".
Textor, vale lembrar, teve seus poderes destituídos pela SAF e deixou a gestão de sua própria holding. Ele segue como administrador da SAF do Botafogo por liminar em vigor desde 2025. O pedido não foi aceito e será analisado no futuro, com a Eagle sendo ouvida pelo TJ-RJ.
O empresário controlador do futebol do Botafogo tenta passar uma entrada de R$ 125 milhões para pagar contas, dívidas de curto prazo e viabilizar o fluxo de caixa. Isso é tema para a Assembleia Geral Extraordinária, que terá sua segunda convocação na próxima segunda-feira (27). Na primeira, no último dia 20, Eagle/Ares/Cork Gully não mandaram um representante acionista, e sim advogados. O Botafogo Social, acionista minoritário com 10% das ações, também não compareceu.
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