Botafogo x Sport

Erik e Aguirre, ambos de costas, tem zero e um gol pelo Alvinegro, respectivamente (Paulo Sergio/F8)

Felippe Rocha
15/09/2018
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Dentre os muitos números ruins que colocam o Botafogo tão mal no Campeonato Brasileiro, a ineficiência do ataque chama atenção. Não somente os sete gols somados dos centroavantes Kieza, Aguirre e Brenner na competição. Os 21 gols em 24 jogos fazem do número de gols o quinto mais baixo do torneio. É pouco e é óbvio: para o time engrenar, a bola precisa entrar.

Especificamente com Zé Ricardo, que tem pouco mais de um mês de clube, o Alvinegro marcou cinco gols em oito jogos, incluindo a partida contra o Nacional-PAR, pela Copa Sul-Americana. Segue sendo pouco, e o treinador diz perceber que há, sim, dificuldades a serem reparadas.

- É um conjunto de fatores que causa isso. Estamos detectando os problemas e tentando solucioná-los. Neste momento, ninguém pode fugir da culpa. Eu tenho culpa, eles também. Sabemos que ninguém quer cobrar por cobrar. Tenho muita fé que vamos fazer um bom jogo porque fizemos uma boa semana. E tenho muita fé de que a partir de domingo esse quadro possa mudar - afirma o treinador.

A amostragem de jogos é curta, o tempo para treinos em meio ao calendário do futebol brasileiro está longe do desejado pelos técnicos, mas Zé Ricardo já vê evolução. Para o comandante da equipe botafoguense, houve jogos - ou parte de jogos - sob as ordens dele que já servem como referência para daqui em diante.

- O que a gente não pode, por exemplo, é ter a postura que tivemos contra o Grêmio. Em umas partidas fomos bem, noutras oscilamos. Contra o Cruzeiro, fomos bem. Em que pese que eles estavam sem alguns atletas de seleção. Mas têm que ser as referências positivas - alertou Zé Ricardo, enviando confiança aos jogadores:

- Os atletas têm que saber que eles podem. Temos que traduzir isso em competência e resultado, e é o que vamos tentar fazer no domingo - finalizou.