Luiz Henrique relembra final do Botafogo na Libertadores e se declara: 'Tenho saudade'
Atacante foi eleito o Rei da América em 2024 e entrou para prateleira de ídolos do clube

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O Botafogo e sua apaixonada torcida celebram neste domingo (30) um ano do primeiro título de Libertadores da história do clube, conquistado no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na final eletrizante contra o Atlético-MG vencida por 3 a 1. Um roteiro mágico que o astro do grande time de 2024 carrega com muito carinho. Em entrevista ao Lance!, o atacante Luiz Henrique, atualmente no Zenit, da Rússia, relembrou a conquista, a emoção do dia 30 de novembro de 2024 e confessou sentir saudade do clube.
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A primeira conquista do Glorioso na competição veio com muito merecimento. Comandado por Arthur Jorge, o resiliente Botafogo encantou o continente com um futebol alegre, ofensivo e destemido. Foi o primeiro da gestão de John Textor, dono da SAF.
— Um ano para ficar marcado na minha memória. Foi o melhor ano da minha vida. Ganhar não só a Libertadores, mas também o Brasileirão uma semana depois. Então foi uma coisa de louco ver aquele estádio do Monumental lotado, com a torcida apoiando ali desde o primeiro minuto até o final. Foi coisa de louco, lindo de se ver.
Do susto ao controle
O roteiro, todo apaixonado por futebol lembra bem e isso faz do título um dos maiores da história da Libertadores. Antes mesmo de o relógio bater o primeiro minuto de jogo, o volante Gregore foi expulso e deixou o Botafogo com um a menos em campo. Ficou claro: seria na emoção. Um pelo outro. O Botafogo superou a perda, controlou as ações e fez uma partida perfeita.
Luiz Henrique, então, destacou a importância do capitão Marlon Freitas, que reuniu o time no centro do gramado e passou confiança. Do banco, Arthur Jorge não mexeu na equipe e confiou no trabalho. O resto é história.
— Ele veio conversar com a gente e trazer as mensagens positivas, colocar energia e acreditar sempre. Aí ele falou: "Com o Botafogo sempre foi difícil e não vai ser esse jogo que vai nos destruir. Acredita até o final. Já estava escrito e tinha que ser assim. A gente vai ser campeão dessa forma, com um a menos." Isso foi muito importante e todo mundo começou a acreditar.

Torcida do Botafogo lotou o Monumental
Mais de 45 mil torcedores alvinegros marcaram presença no Monumental de Núñez, dando superioridade na arquibancada em relação aos atleticanos. A linda festa, com mosaico, faixas, muito canto e vibração, passou a energia para os jogadores do histórico elenco da SAF. Luiz Henrique exaltou o que os botafoguenses fizeram em Buenos Aires e reconheceu como o maior feito que já viu.
— Foi o maior movimento que já vi. Nunca tinha visto isso na minha vida, ainda mais de uma torcida que não estava no seu país. A torcida do Botafogo foi para a Argentina e colocou mais de 40 mil pessoas ali junto com a gente. Nunca vi uma torcida fazer isso. Por isso que a gente teve que trazer essa taça, porque o esforço que eles fizeram foi surreal.
— O 30 de novembro não tem como esquecer. Foi uma data de muita felicidade não só para mim, mas para minha família também. Trazer alegria de volta para o torcedor do Botafogo foi muito importante. A gente sempre bate na tecla que teria que trazer essa felicidade de volta para os torcedores, que estavam sem ver um título importante havia muito tempo. Poder trazer isso foi incrível.
Coisas que marcam a curta, mas enorme passagem do "Pantera" pelo Nilton Santos. Formado no Fluminense e antes no Betis, da Espanha, o camisa 7 daquela conquista trata o Botafogo com muito carinho e amor. Um retorno no futuro ainda não está em pauta, mas a saudade fica.
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"A relação é de carinho e amor um pelo outro. Desde que cheguei, sempre me apoiaram e deram total suporte. Esse carinho sempre vai ficar comigo não só pelos títulos, Libertadores e Brasileiro, mas pelo carinho que a torcida tem comigo. Eu tenho saudade. Da torcida, dos amigos que fiz, dos funcionários… Isso sempre vai ficar na minha memória e nunca vou deixar de ter gratidão".

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