Felippe Rocha e Lazlo Dalfovo
28/12/2018
03:00
Rio de Janeiro (RJ)

Contratado para 2017, Gilson atuou em 43 partidas mesmo não sendo habitualmente titular naquela temporada. Mas agradou tanto que renovou por duas temporadas. E ao fim deste 2018, aprendizados e diferentes acontecimentos, ele se prepara voltando ao passado para marcar seu nome no futuro do Botafogo.

- Tenho mais um ano de contrato e, até por isso, não abri negociação com clube nenhum. Quero fazer história no Botafogo, conquistar mais títulos, me firmar. Estou bem focado e feliz, muito feliz por estar indo para o meu terceiro ano no clube. Enquanto Deus me permitir permanecer no clube, eu serei muito grato - afirmou em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Natural de Campo Grande (MS), o lateral-esquerdo de 32 anos costuma passar as férias com a família lá. Desta vez, no entanto, para sentir menos desconforto na pré-temporada, ele contratou um personal trainer para orientar atividades que lhe deixassem em boa forma neste mês de dezembro.

E estes treinos ocorrem no Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, onde ele começou a carreira. Com Marcos Mateus no comando dos trabalhos, ele faz trabalhos físicos para evoluir.

- Fazemos treinos de segunda sexta, no período da manhã ou da tarde. Os treinos mais longos eu faço no estádio onde iniciei e fiz meus primeiros jogos como profissional. Voltei a pisar lá após dez anos. Não sou mais um jovem de 18, 19 anos. Apesar de não ter histórico de lesões, estou me preparando para que 2019 seja tranquilo - explicou.

Gilson começou o ano como titular. Perdeu o posto com as chegadas de Alberto Valentim ao comando da equipe e com a concorrência de Moisés. Mas recuperou a camisa 6 e a habitual desconfiança da torcida deu lugar a aplausos na partida contra o Flamengo pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, saiu de campo lesionado.

Lesão tratada, pré-temporada antecipada e o lateral caminha para fazer dos elogios recebidos quanto ao último jogo mais frequentes em 2019.

FALA, JOGADOR!
Análise de período de trabalho durante férias


Gilson vem fazendo trabalhos durante as férias para retornar bem ao Botafogo em 2019. Durante a entrevista exclusiva ao LANCE!, ele explicou um pouco do planejamento.

– No início, estamos fazendo treinos mais físicos. Duração não passa de 40 minutos. Treinos intensos, mas não muito longos. Mais na parte física, sem contato com a bola. Em um dia faço treino no campo, em outro fortalecimento na academia. O profissional que contratei é um amigo meu, Marcos Mateus, por coincidência é um árbitro – afirmou, completando ao comentar sobre a estadia em Campo Grande durante o período:

– Eu sou mais tranquilo, mais família. Gosto muito do churrasco, não saí ainda de noite com a esposa. Somos mais caseiros, fazemos churrascos com familiares e amigos.

CONCORRÊNCIA
Gilson torce para que Moisés siga no próximo ano


Durante a entrevista ao LANCE!, Gilson também foi questionado sobre o concorrente Moisés, que pode deixar o Botafogo para 2019.

– Eu sou um cara que me cobro muito. Conseguimos um título neste 2018, mas na minha cabeça eu quero mais. Temos que estar sempre preparados. Se tiver chance de começar como titular em 2019 quero dar conta do recado. Se não tiver, vou continuar trabalhando em busca do meu espaço. Temporada é longa e todo mundo tem oportunidade. Não conversei com ele, temos relação ótima, mas não falei nas férias. Parece que tem a possibilidade, mas não é nada certo. De coração, espero que ele permaneça. Independentemente de ser um concorrente, torço que continue, é um cara que merece – destacou.

BATE-BOLA
GILSON
EXCLUSIVO AO LANCE!

‘Espero que em 2019 seja diferente, que possamos brigar lá em cima’

Qual avaliação você faz do desempenho em 2018 do Botafogo?
Primeiramente tivemos um início difícil, após a eliminação precoce na Copa do Brasil. Tínhamos o objetivo de chegar longe e acabamos eliminados na primeira fase. Conseguimos recuperação no Carioca, campeões, mas, no Brasileiro, passamos um pouco de dificuldades. Na reta final tivemos uma sequência de vitórias. terminamos até em um bom lugar. Ressalto que o título foi importante, mas muito aquém... Pela grandeza, o Botafogo precisa sempre brigar pelas primeiras posições. Espero que em 2019 seja diferente, que possamos ser regulares, brigarmos na parte de cima da tabela nas competições, buscar o bi do Carioca. Pela grandeza do Botafogo não tem outra maneira de pensar.

E qual a avaliação pessoal?
Foi de aprendizado, estou com 32 anos e iniciei como titular. Infelizmente, as coisas não aconteceram como eu havia planejado, nossa equipe não conseguiu encaixar um jogo coletivo bom. Isso dificultou também minha evolução pessoal, acabei perdendo a vaga de titular, mas continuei o trabalho. Moisés chegou bem, mas eu fui relacionado para quase todos os jogos, o que é difícil em um clube grande. Sempre que tive oportunidade de entrar, dei o meu melhor. Com o Zé Ricardo eu tive oportunidade de assumir novamente a titularidade e, infelizmente, por uma lesão, perdi os últimos jogos do Brasileiro. Não foi o ano que eu tinha planejado, mas também não foi ruim. Espero que 2019 seja um ano melhor, quero ter sequência maior de jogos, ajudar mais em campo, que seja melhor que 2018.