Além de Danilo, Franclim sugere dois nomes do Botafogo à Seleção Brasileira
Glorioso vence o Racing por 2 a 1 e assegura lugar no mata-mata da competição

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Técnico do Botafogo, Franclim Carvalho apontou dois nomes à Seleção Brasileira após a vitória por 2 a 1 sobre o Racing-ARG nesta quarta-feira (6). Em entrevista coletiva após a partida no estádio Nilton Santos, o português foi questionado sobre a possibilidade de Alex Telles ser convocado à Copa do Mundo e elogiou o lateral-esquerdo, e destacou também Vitinho como nome para o Brasil.
— Acho que deveriam perguntar ao Mister (Ancelotti). Obviamente que se me perguntar, estou condicionado, gostaria que os jogadores do Botafogo fossem todos convocados para a Copa. O Alex é um jogador com o qual eu tenho uma relação de conversar, é um chefe de família, uma pessoa que eu aprecio muito. Temos muito tema para conversa. Obviamente que, se me perguntar, eu vou dizer que quero que o Alex vá, e que o Vitinho vá — destacou.
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O treinador celebrou a classificação do Botafogo ao mata-mata da Copa Sul-Americana. Franclim valorizou a vitória e disse que o primeiro objetivo do seu trabalho foi cumprido.
— Foi importante ter ganhado, foi muito importante garantir a classificação, pelo menos o segundo lugar, que era o que nós queríamos, era o primeiro objetivo. Está conseguido, já foi, agora é descansar e preparar o próximo jogo — disse o treinador.
O português detalhou ainda que deixou Santi Rodríguez fora da lista de relacionados do Botafogo por opção técnica. Além disso, afirmou que não pode trabalhar o elenco pensando a longo prazo, considerando a frequência e a quantidade de jogos.
— O Santi ficou fora por opção. Nós temos que gerir de três em três dias ou de quatro em quatro dias dependendo de quando jogamos, porque nós não podemos pensar lá longe, não podemos pensar muito à frente. Faltam sete jogos até à parada… Não podemos pensar como é que vai ser o Bahia, que é o último desta etapa, no dia 30 de maio. Não podemos pensar assim. Pensar agora no próximo jogo, o jogo com o Atlético, que é o mais importante porque este já foi.
Sobre o favoritismo esperado de Botafogo e Racing no Grupo E da Sul-Americana, Franclim pregou respeito ao Caracas-VEN, atual vice-líder da chave. Além disso, afirmou que o Glorioso pensa em vencer o Independiente Petrolero de olho no primeiro lugar.
— Temos que respeitar todos os adversários, e o Caracas tem demonstrado isso. O Caracas tem oito pontos, não é por acaso. Nós sabemos que no jogo em casa com o Caracas estivemos abaixo do que já produzimos, foi o nosso primeiro jogo desde que chegamos. Sabemos que dominamos o jogo em termos de números, sofremos um gol num rebote após um escanteio, mas não podemos desvalorizar o Caracas — disse o português.
— O Petrolero neste momento tem zero pontos, mas o Caracas tem oito e está na luta conosco. Na próxima rodada enfrenta o Racing, que vai jogar a vida também. Nós temos que ganhar o próximo jogo. É assim que nós olhamos para isto: não olhamos para o favoritismo teórico, porque já vimos que isso é muito traiçoeiro e muito perigoso — completou.
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Outras respostas de Franclim após Botafogo x Racing
Falhas de marcação do lado direito
— Não é um problema do corredor direito. Estávamos mal posicionados. Sem marcação, sem referência, sabemos como devemos fazer. Naquele momento, tivemos azar, isso também faz parte, porque a bola desvia em alguém. E o adversário faz um gol de nível alto. A culpa não é do Vitinho, nem de ninguém naquela posição. Estávamos em superioridade dentro da área.
Avaliação do primeiro mês no Botafogo
— Não posso estar satisfeito porque temos uma derrota a mais do que pretendíamos e um empate a mais do que pretendíamos. Obviamente que, em termos de resultado, nós sabemos que é uma indústria voltada 99% ao resultado. Não importa se joga bem ou mal, é o resultado que se almeja. Ninguém vai lembrar se perdemos injustamente para o Remo ou se empatamos justa ou injustamente com o Coritiba, ninguém vai se lembrar disso. Só vão lembrar do resultado. Nós estamos insatisfeitos com esses quatro resultados.
— Eu olho hoje para a equipe e me vejo muito mais satisfeito com os meus olhos, obviamente. Estou mais feliz hoje do que estava um mês atrás. Essas pessoas têm nos recebido muito bem, têm nos feito sentir muito bem no dia a dia Encontrei um grupo de jogadores muito melhor do que eu esperava, sinceramente. Esse lado humano me deixa muito satisfeito, da parte dos jogadores e da parte do restante da estrutura. As pessoas que trabalham perto de nós se preocupam em nos dar as melhores condições para evoluirmos nosso trabalho no dia a dia. Temos um grupo muito forte, uma diretoria mais próxima.
Coragem para jogar e teimosia com Correa, que não jogou
— Corajoso eu sou, porque aos 29 anos fui sozinho para a Coreia do Sul trabalhar. Teimoso eu sou, me dizem isso em casa todos os dias. Se eu sou assim com essas pessoas e não for assim dentro de campo, alguma coisa está errada. Os treinadores têm as suas convicções, obviamente. Já percebi que alguns jogadores causam algum frisson na torcida, mas não posso tomar decisões por esse ruído. Trabalho com os jogadores todos os dias, temos uma ideia do que os jogadores podem entregar. Em defesa do Tucu, é muito difícil um jogador jogar poucos minutos e fazer sempre a diferença. Hoje vimos que o jogo estava muito difícil. O Villalba entrou, deu dez piques para a frente e para trás, depois já estava com a mão no joelho. Jogo estava num ritmo alto e hoje tinha essa exigência. Temos que olhar para o jogo.
Por que Villalba não tem mais minutos?
— Decisão do treinador. Eu sei das características do Villalba, são diferentes dos pontas que nós temos utilizado. Hoje o Villalba foi um segundo atacante. Fez isso com perfeição, quase deu uma assistência para o Arthur. Entregou o que nós queremos, que é compromisso, que é ajudar o Vitinho a fechar o corredor. Fez isso com perfeição. O Villalba é um jogador em que eu confio, é uma figura interessante, é um jogador de grupo, que trabalha. Gosto dele.
Limite de estrangeiros da CBF
— Essa questão dos estrangeiros é um problema que o Brito e o Léo (diretores do Botafogo) me criaram. Eu não posso fazer nada se no Brasileiro e na Copa do Brasil nós temos um limite de nove estrangeiros. Tenho que deixar sempre cinco (jogadores gringos) fora. Os jogadores já sabem disso, estão conscientes e sabem da dificuldade que nós, comissão, temos em escolher porque eles trabalham bem. Mas sabem que nós temos que fazer opções. Hoje, não veio o Santi. Não vou dizer que não veio por A, B, ou C. Não veio por opção, não vou esconder nada de ninguém. Volto a dizer que hoje fizemos coisas bem e outras não tão bem, ou mal até. Temos que melhorar muito. O adversário não nos trouxe nenhuma surpresa. Na questão física, já falei que temos um Núcleo de Saúde e Performance de excelência. As condições do clube são muito melhores hoje do que eram em 2024, e isso é mérito das pessoas que trabalham no clube e do NSP.
Prefere técnica ou entrega?
— Prefiro claramente jogadores que se entreguem. O Júnior não joga em função de estatísticas, não quero que o Júnior faça isso. Eu digo dez vezes por dia, tens que atacar o espaço.
Situação do Barboza
— Eu tenho a mesma informação (que você). No último jogo ele falou conosco, se por ventura houver novidade, vocês às vezes têm a informação primeiro do que eu. Na última vez que falei com vocês, não menti. Eu contava com ele, ele jogou. Temos o lance do gol que obviamente nos deixa chateado, tenho que ver melhor a questão do Ferraresi e do Barboza, mas não pode acontecer, o atacante não pode fazer gol no meio dos dois zagueiros. Mas o Barboza fez um grande jogo com o Ferraresi, estou muito satisfeito com os dois.
Botafogo cai de rendimento no segundo tempo?
— Contra Coritiba e Caracas, não concordo. Contra o Remo, concordo. É o único jogo que eu posso dizer isso. Hoje, a oportunidade mais clara no segundo tempo foi nossa, com o Danilo. O adversário teve chances, nós também, mas a chance mais clara foi essa. Portanto só estou de acordo com o jogo do Remo, não conseguimos controlar o jogo. Hoje estávamos a ganhar e sabíamos que o adversário ia partir para o jogo, fizemos duas alterações no final. Esse resultado nos deixa satisfeitos.
Oportunidades a jovens como Kadir após classificação garantida
— Você começou a pergunta dizendo que o Kadir teve a terceira chance como titular, Kadir não pode ter mais chances do que essas. Ele tem que demonstrar lá dentro, como tem demonstrado. E eu tenho mostrado satisfação. Às vezes queremos apressar as coisas e dar um passo maior do que a perna, mas temos que ter paciência. Vocês às vezes gostam de classificar o adversário pelo poderio teórico, mas, como eu disse, os jogos são todos perigosos. E o Kadir tem trabalhado bem, tem feito o que nós pedimos e nós temos dado ao Kadir essa possibilidade de começar os jogos. Acho que ele está um pouco ansioso para fazer gols, tem que ter calma, até porque tem 18 anos e vai fazer muitos gols até o final da carreira.
*Matéria em atualização
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