Lazlo Dalfovo
05/08/2018
06:50
Rio de Janeiro (RJ)

A missão do Botafogo neste sábado, diante do Santos, era indigesta. Precisava, em meio à instabilidade política e necessidade de uma resposta diante de seu torcedor para evitar a zona do rebaixamento, vencer um time que já estava na degola e que tinha Cuca como trunfo para dar a volta por cima. O rendimento do Glorioso no resultado, um amargo empate em 0 a 0, trouxe à trona problemas crônicos de 2018 que Zé Ricardo precisará afinar - e logo. 

Zé, cabe destacar, foi confirmado como novo treinador pouco antes de a bola rolar. Não estava no Rio para assistir ao jogo no Nilton Santos, porém o seu auxiliar, Cléber Santos, estava presente e pôde constatar também que o Botafogo mostrou mais empenho e agressividade na marcação, características que estavam em falta sob o comando de Marcos Paquetá. 

A tendência é que Zé Ricardo já inicie os trabalhos na segunda-feira, quando o Alvinegro se reapresentará. Um ponto fraco ratificado no ultimo sábado que ele terá que dar um jeito é o de finalização errada. Mais uma vez, agora com um volume considerável (no primeiro tempo), arremates passaram longe do gol - 14, ao todo, contra dois na direção da meta de Vanderlei. Passes errados na transição ofensiva e falta de criatividade são tão preocupantes quanto. 

- Primeiro tempo foi muito bom. A equipe estava organizada, acho que tivemos o controle de 30 a 35 minutos. Acredito que perdemos o controle por alguns erros técnicos. O número de finalizações tem sido padrão e talvez tenha sido padrão a falta de eficiência em acertar o gol. A gente precisa de mais confiança - analisou Bruno Lazaroni, auxiliar e interino contra o Peixe, em coletiva.

Das respostas de Lazaroni também podemos sublinhar o enaltecido a respeito da entrega física do time da Estrela Solitária. O filho do ex-técnico da Seleção Brasileira revelou que suas conversas pré-jogo, com pouco tempo para treinar, foram em cima do que boa parte do elenco já havia realizado nesta temporada, sobretudo na conquista do Carioca, e em 2016 e 2017, quando, sob o comando de Jair Ventura, tinha o empenho e comprometimento com o resultado como ponto forte. Nisso, Zé - e a torcida - pode se animar para os próximos desafios, pois a tendência é que a casa seja arrumada com um novo gás.