Botafogo SAF diz que dívida cobrada pelo Lyon é fantasiosa
Clube francês alega empréstimos não consensuais como causa central das dívidas

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O Lyon divulgou um relatório financeiro nesta terça-feira (12), no qual registra um crédito de R$ 727 milhões a receber do Botafogo. Poucas horas depois do balanço financeiro do clube francês tomar grande repercussão, a SAF alvinegra se posicionou sobre as acusações, alegando serem "fantasiosas" e apenas mais uma tentativa do Lyon em adotar postura pouco colaborativa visando à resolução do imbróglio.
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"A SAF Botafogo tomou conhecimento do relatório financeiro divulgado pela Eagle Football Group, controladora do clube Olympique Lyonnais, nesta terça-feira (12). Como esperado, o Lyon não adotou uma postura colaborativa visando a resolução do imbróglio de caixa, apresentou cobranças fantasiosas e não reconheceu a dívida existente com a SAF. O Botafogo não vai recuar nos esforços de recuperar, na Justiça, todos os valores que lhe são devidos, que perfazem o total R$ 745 milhões. Vale recordar que o Poder Judiciário determinou, recentemente, o pagamento de R$ 122,3 milhões de forma imediata. Há ações judiciais em trâmite e o Clube seguirá adotando todas as medidas cabíveis para sua integral reparação."
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Botafogo mantém cobranças ao Lyon na justiça
Em abril, a SAF do Botafogo ingressou com duas ações na Justiça do Rio de Janeiro, exigindo do Lyon o pagamento de uma dívida superior a R$ 745 milhões. As cobranças se referiam a transferências financeiras e empréstimos realizados sob um modelo de gestão de caixa único da rede multiclubes Eagle Football. O clube francês rompeu o acordo de colaboração de forma unilateral e deixou de repassar os valores devidos ao clube brasileiro.
Botafogo vive "crise sem fim"
O Botafogo vive um momento de forte instabilidade institucional e financeira. John Textor foi afastado da gestão por decisão do Tribunal Arbitral da FGV em abril de 2026, enquanto a Justiça do Rio de Janeiro manteve a suspensão dos poderes da Eagle Holding, empresa ligada ao empresário e responsável pelo controle da SAF.
Diante dessa mudança, Durcesio Mello foi indicado para assumir o comando da sociedade anônima do futebol em meio a um ambiente de grande pressão. O quadro financeiro também é considerado alarmante: o balanço mais recente aponta uma dívida consolidada de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão em compromissos de curto prazo, situação que levou o clube a alegar risco de "quebra imediata" caso não fossem mantidas as medidas cautelares relacionadas ao processo de recuperação judicial.
Paralelamente, a SAF está oficialmente à venda e em negociação no mercado internacional, atraindo o interesse de investidores e agentes financeiros envolvidos na possível reestruturação do clube, entre eles fundos como o GDA Luma e credores como o fundo Ares.
Assim, o projeto iniciado em 2022 com a promessa de recuperação financeira e modernização da gestão sob o comando de Textor entra agora em sua fase mais delicada, marcada pela incerteza sobre quem assumirá definitivamente o controle da empresa responsável pela administração do futebol botafoguense.
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