Botafogo desanda no início de Anselmi; quais os motivos para queda de rendimento?
Time vem de seis derrotas consecutivas e busca recuperação no início do ano

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O Botafogo atingiu a marca negativa de seis derrotas consecutivas após um início promissor do técnico Martín Anselmi. Demora na chegada de peças, dificuldade para entrosamento e baixas no elenco por lesão marcam os primeiros momentos do argentino à frente do Glorioso. O cenário, no entanto, há de ser separado cuidadosamente para cada caso particular.
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Os primeiros três jogos sob o comando de Martín Anselmi mostraram uma equipe diferente quanto ao estilo de jogo. Mais agressiva, compacta, envolvente e com alto volume de jogo. O aproveitamento neste recorte foi de 100% contra Volta Redonda (1 a 0) e Bangu (2 a 0), pelo Carioca, e na goleada sobre o Cruzeiro (4 a 0) na estreia no Brasileirão.
De lá para cá, entrou em destaque o número de lesões de jogadores importantes para o sistema, como Marçal, Santi Rodríguez, Allan, Tucu Correa e Chris Ramos — os dois últimos sequer estrearam na temporada. Além disso, o planejamento de olho na sequência importante de jogos também fez do Botafogo um time frágil.

Botafogo dividido e com poucas opções de alto nível
Das seis derrotas, o Glorioso jogou com time alternativo contra Fluminense e Vasco, e foi modificado para o duelo com o Flamengo — todos pelo Estadual. Havia a necessidade de preservar os destaques de olho em possíveis lesões com o calendário cheio. Esse é um dos fatores.
Já pelo Brasileirão, a virada do Grêmio, que acabou vencendo por 5 a 3 no Sul, escancarou problemas de entrosamento principalmente no novo modelo do sistema defensivo. Demanda trabalho para evolução, mas com pouco tempo para tal. Diante do Fluminense, uma atuação pífia no Maracanã e revés pelo placar de 1 a 0. Há, ainda, as atuações abaixo da crítica do goleiro Neto, que foi responsável direto com falhas principalmente nas derrotas para Fluminense e Flamengo, e questionado em lances contra o Grêmio.
A última da sequência de jogos importantes do Glorioso foi para o Nacional Potosí, na Bolívia, pela ida da segunda fase preliminar da Libertadores. O contexto da partida não ajudou a cerca de 4 mil metros de altitude, foi de alta exigência física e marcado por muitas falhas do ataque.
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O Botafogo entrou em um momento onde há rodízio de problemas. Primeiro elenco curto e necessidade de ir a campo com jovens, depois pane no sistema defensivo, falhas cruciais individuais e fechando com displicência na Bolívia.
O próximo desafio será neste sábado (21), pela ida da semifinal da Taça Rio do Campeonato Carioca. A tendência é de time alternativo, enquanto os destaques se preparam para a volta da Libertadores, na quarta-feira (25), no Nilton Santos, precisando vencer por dois gols de diferença para se classificar.
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