Rio Open se consolida como forte negócio esportivo no Brasil

Cada vez mais o esporte é uma plataforma de negócios e de marketing. Uma das bolas da vez em investimento esportivo no Brasil é o Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, que acontece até o dia 21 de fevereiro no Jockey Club do Rio de Janeiro. A edição deste ano, além de ser considerada a mais forte da história da competição por reunir vários craques do tênis mundial, como os espanhóis Rafael Nadal e David Ferrer, números 5 e 6 do mundo, o francês Tsonga (9º) e os brasileiros Bruno Soares (10º) e Thomaz Bellucci (30º), se consolida também como um forte negócio esportivo. O torneio tem 41 patrocinadores, divididos em diferentes categorias, e movimenta investimentos na casa dos R$ 30 milhões. Pela terceira vez consecutiva, a Claro é a patrocinadora máster da competição. Para o diretor de marketing da empresa, Rodrigo Vidigal, "o esporte é uma alternativa natural para uma companhia que quer se comunicar com os consumidores e estar presente na vida deles". Em entrevista a O Negócio é Esporte, o executivo revela algumas das táticas para potencializar a relação de consumo no Rio Open e ainda detalha ativações programadas para o torneio e para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, que também têm a Claro como patrocinadora oficial.
O Negócio é Esporte: Na sua avaliação, qual é o peso da participação de integrantes da elite mundial do tênis para o sucesso de marketing e comercial do torneio?
Rodrigo Vidigal: É fantástico realizar no Brasil um evento dessa grandeza, poder trazer os craques do tênis para perto dos brasileiros e realizar ações sociais, como as clínicas de tênis que aproximam as crianças dos craques. Quando elas são colocadas para assistir a um jogo do Nadal, por exemplo, veem como ele joga, reagem e chegam à conclusão que o ídolo não é um super-homem. Se ele consegue fazer tudo aquilo, elas também, já que o tenista é uma pessoa comum. Então é emocionante para quem está no evento presenciar os atletas com grande humildade, que conversam com o público, e é maravilhoso ter esse nível de evento no país, já que enriquece e motiva a prática do esporte no Brasil.
O Negócio é Esporte: Em relação às ações no torneio, o que vocês têm programado para ativar o patrocínio ao Rio Open?
Rodrigo Vidigal: Como é de costume nesses eventos, vamos ter uma área para demonstrar os nossos serviços e novidades, um espaço de apoio para as pessoas que participarão do torneio. Elas vão poder, por exemplo, recarregar a bateria do celular e tirar muitas fotos e vídeos. Também vamos ter a parte da clínica de tênis para as crianças participarem, com uma área de encontro com os atletas. Além disso, como o Rio Open é o evento que antecede a Olimpíada, vamos levar para o Jockey Club as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O público vai poder se aproximar e tirar fotos com Tom, Vinicius e Ginga (mascote do time olímpico brasileiro) nos estandes da Claro e na área VIP. As pessoas ainda vão poder ver alguns elementos olímpicos, como a Tocha Paralímpica.
O Negócio é Esporte: A interatividade tem sido uma arma cada vez mais usada justamente para engajar o consumidor. Dessa forma, as redes sociais e aplicativos móveis têm peso crescente para a divulgação da marca. A Claro, inclusive, tem quase 5 milhões de curtidas no Facebook e aproximadamente 6 milhões de seguidores no Twitter. Como vocês trabalham as mídias sociais em relação ao Rio Open e à participação na Olimpíada Rio 2016?
Rodrigo Vidigal: As pessoas estão deixando de usar cada vez mais a voz para se comunicar por meio da internet, redes sociais e aplicativos de mensagens. Esses eventos esportivos vão ser os mais conectados de todos os tempos, onde as pessoas vão acompanhar tudo em tempo real, com o telefone na palma da mão. Pensando nisso, a Claro não cobra de seus consumidores o acesso ao Facebook, Twitter e WhatsApp, independente do plano. Assim, quem estiver no Rio Open vai poder compartilhar fotos e enviar mensagens sem ter cobrança em seu pacote de dados, o que faz com que sejamos reconhecidos como "o chip da internet". Além disso, lançamos o aplicativo Claro Esportes para o cliente acessar notícias, fotos, novidades e cobertura de competições em tempo real sem consumir o pacote de internet. Durante os dias do Rio Open e depois com a Olimpíada vamos oferecer uma cobertura diferenciada nesse aplicativo.
O Negócio é Esporte: Na sua avaliação, por que o esporte se tornou uma grande plataforma de negócios e de marketing? E o que falta para explorar melhor esse potencial, sobretudo no mercado brasileiro?
Rodrigo Vidigal: O esporte, por estar associado à performance, tecnologia, desafio e necessidade de superação, traz valores importantes para as marcas se aproximarem das pessoas, já que é um tema extremamente rico e presente no dia-a-dia do brasileiro. Então, por ter muito interesse do público, o esporte é uma alternativa natural para uma empresa que quer se comunicar com os consumidores e estar presente na vida deles. O que falta? O ponto principal para continuarmos enxergando o esporte cada vez mais como uma alternativa de investimento é a organização. É fundamental você saber o retorno que vai ter com aquele investimento, assim como reconhecer as limitações, mudanças de data e calendário, conhecer as regras do jogo, saber o que pode e o que não pode ter. A organização é um ponto que vem melhorando no Brasil, mas que ainda pode crescer muito se compararmos com o que acontece lá fora. Esse é o caminho a seguir para continuarmos evoluindo nos próximos anos.
O Negócio é Esporte: Quais são os planos da Claro para as próximas temporadas do Rio Open?
Rodrigo Vidigal: Nossa intenção é dar continuidade ao patrocínio do evento, já que a plataforma esportiva é de longo prazo. Estamos trabalhando nisso já tem tempo, não só no tênis, mas também em várias modalidades esportivas, tendo a Olimpíada como ponto alto. O Rio Open tem sido uma parceria de sucesso, com uma execução de primeira grandeza e uma equipe de qualidade. Tudo o que acontece nos torneios internacionais, como Wimbledon, Roland Garros, US Open e Australian Open, buscamos trazer para o Brasil. Por isso esperamos estar juntos nas próximas edições do Rio Open.
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