NBA avança em estratégia global e reforça marca fora dos EUA
Manter os fãs sempre abastecidos por conteúdos, estar no maior número de mídias possíveis e utilizar jogadores como ferramentas de divulgação. Esses são alguns dos pilares da estratégia da NBA para crescer em todo o globo e que faz a marca da liga americana de basquete ser hoje uma das mais valiosas do mundo esportivo.
Brasil e o continente africano são exemplos recentes da estratégia de expansão da NBA em novos mercados. O país recebeu seu primeiro jogo da liga há apenas dois anos, enquanto que os africanos puderam ver de perto os astros do basquete americano pela primeira vez há apenas duas semanas.
Além disso, ações como a NBA House – espaço itinerante com exposição de produtos, loja e uma agenda voltada para crianças e jovens – servem para reforçar a marca em outros países, como deve ocorrer com o próprio Brasil durante os Jogos Olímpicos de 2016.
– Nosso produto é basquete, mas nosso negócio é o entretenimento – afirma Gustavo de Mello, vice-presidente sênior de marketing e estratégia da NBA.
No recente jogo na África do Sul, a ação da NBA contou com a participação dos ex-jogadores Hakeen Olajuwon (Nigéria) e Dikembe Mutombo (Congo), que hoje atuam como embaixadores da liga na África. Da mesma forma, o chinês Yao Ming e o alemão Dirk Nowitzki foram extremamente importantes em seus países para a expansão dos negócios da liga americana.
– Os atletas são marcas extremamente importantes para promover a liga pelo mundo – diz Pam El, vice-presidente de marketing da NBA.
Além dos jogadores, a liga americana tem no alcance das novas mídias uma importante ferramenta de divulgação. A iniciativa engloba desde a transmissão de jogos pela internet para plataformas como celulares e tablets, como também primar pelo conteúdo em redes sociais para atrair o maior número de fãs nessas mídias.
O sucesso dessa estratégia está nas 2,6 bilhões de visualizações que a página da NBA tem no YouTube, contra apenas 11,1 milhões que a NFL tem na mesma rede social.

China à frente dos EUA
Antes do Brasil e do continente africano, a NBA apostou suas fichas no mercado asiático (ver mais ao lado) e os resultados dessa estratégia podem ser vistos no ranking de países com o maior número de fãs da liga. Na liderança está a China, com 332 milhões de fãs da NBA, quatro vezes mais que os EUA, país de origem.
– Os chineses acordam às 8h para assistir um jogo de basquete. É impressionante – comenta Arnon de Mello, executivo da NBA no Brasil.
Na terceira posição global em número de fãs da liga americana está outro país asiático, a Índia, com 41,6 milhões, e o Brasil aparece na quarta posição com 32,5 milhões de fãs da NBA.

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