Administradora do estádio e o Cruzeiro emitiram comunicados sobre os atos de violência no Mineirão depois do clássico Raposa x Galo

A polícia mineira irá indiciar os irmãos Adrierre e Nathan pelo crime de injúria racial-(Reprodução/Twitter)

Valinor Conteúdo
29/11/2019
19:09
Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito em que apurava as confusões do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, no dia 10 de novembro. A corporação investigou os incidentes como o caso de injúria racial envolvendo dois torcedores do Galo contra o segurança Fábio Coutinho, que trabalha no Mineirão, além de identificar quem iniciou a confusão entre torcedores dos dois times, com a invasão de atleticanos em uma área de camarotes do estádio.


O trabalho policial concluiu que os irmãos Adrierre Siqueira Silva e Nathan Siqueira Silva, cometeram o crime de injúria, com base em imagens veiculadas, além de Adrierre ter cuspido no rosto do segurança.

-Em seu interrogatório, Nathan havia afirmado que foi mal interpretado e que teria chamado o segurança de palhaço. As imagens foram remetidas ao instituto de criminalística e os peritos chegaram à conclusão de que a palavra dita foi macaco por duas vezes. Já o Adrierre havia confirmado no depoimento que cuspiu no rosto do segurança e confessou que havia falado 'olha sua cor'”, ressaltou a delegada Fabíola Oliveira, responsável pelo inquérito, durante coletiva de imprensa.

O caso será levado à Justiça Criminal. e os dois irmãos serão indiciados e podem pegar de 1 a 4 anos de prisão, além de pagarem uma, como prevê o artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal.

Outra conclusão do inquérito é a identificação dos cruzeirenses que iniciaram tumulto nos camarotes do Mineirão, quando jogaram garrafas no setor onde estavam os atleticanos, gerando a briga generalizada. A `Polícia Civil obteve imagens que mostram o torcedor Ricardo Pereira da Silva, de 43 anos, segurando uma garrafa de vodka e provocando a torcida do Galo.

O outro identificado pela confusão, Mateus Silva Martins, de 23, teria arremessado a garrafa em direção à torcida do Atlético-MG, fato que foi o estopim principal para a briga. Em depoimento,Mateus disse que jogou um balde com gelo no meio dos atleticanos, não uma garrada. A Polícia fará outro laudo das imagens para saber se foi o balde ou uma garrafa arremessada.

-As imagens que circularam pelas redes sociais mostram um rapaz segurando uma garrafa de vodka e outro arremessando o objeto. As imagens coletadas pela Minas Arena foram encaminhadas à perícia. Quando o lauro sair, vamos saber realmente qual é o objeto arremessado. O Ricardo pegou uma garrafa de vodka e instigou a torcida do Atlético, o que a inflamou mais ainda. O Mateus arremessou em direção à torcida o que ele chama de balde de gelo- explicou a delegada Fabíola Oliveira,.

Ricardo e Mateus usavam os camarotes do Mineirão por serem funcionários de uma empresa de proteção veicular que tinha uma permuta com a Minas Arena, administradora do estádio. Ambos foram demitidos por causa da confusão e a gestora do Mineirão rescindiu o contrato com a empresa.

A dupla de brigões poderá sofrer sanções com base no artigo 41B, número 10.671, do próprio Estatuto do Torcedor, que prevê como crime a provocação de tumulto, prática ou incitação de violência ou invasão de local restrito aos competidores, o que pode acarretar uma punição prevista de 1 a 2 anos de prisão e multa.