Sampaoli não estará em campo com o Galo contra o Palmeiras, na última rodada do Brasileirão

(Pedro Souza/Atlético-MG)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
23/02/2021
07:00
São Paulo (SP)

"O Galo está destinado a brigar por grandes coisas. Sei que as vitórias virão. Gosto muito de vocês e desejo que sigam caminhando com o coração como guia". Foi desta forma que Jorge Sampaoli encerrou a carta ao anunciar sua saída do Atlético-MG - o treinador vai preparar o time para a última rodada do Brasileirão, mas, suspenso, não estará no banco.


É legítimo buscar uma nova oportunidade na Europa, mas o técnico deixa o Galo com projeto inacabado. Assim como foi no Santos, os bastidores sempre mostraram um profissional exigente, mas que gosta de fazer o papel de vítima.

Seja pelos intermináveis pedidos por reforços ou questões estruturais dos clubes, Sampaoli várias vezes ameaçou deixar durante a temporada os dois clubes brasileiros que treinou, algo que causou ruído com dirigentes e os próprios atletas. O treinador deve partir agora para o Olympique de Marselha, um clube hoje que não brilha nem mesmo na França.

Independentemente de sua nova trajetória, os clubes brasileiros precisam olhar para Sampaoli com mais critério no futuro. O nível de cobrança do treinador é alto para quem ainda tem poucas conquistas no currículo. Seus times demonstram apreço pelo bom futebol, mas oscilam muito - com calendário favorável, o Atlético desperdiçou sucessivas chances quando rivais pelo título brasileiro patinavam.

Ainda que tenha apoio de patrocinadores, o Galo pode ter dificuldade para manter a gorda folha salarial em dia, como teve nesta temporada antes mesmo da chegada de Hulk e Nacho Fernandez. Sampaoli se despediu com palavras bonitas, mas ao mesmo tempo vazias.

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