Goiás x Atlético-MG

(Fotos: Pedro Souza / Atlético)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
04/02/2021
07:00
São Paulo (SP)

Elenco valioso, técnico badalado e estádio próprio. O projeto do Atlético-MG é ambicioso. Mas depende de uma série de suportes financeiros para que possa avançar com a velocidade que o torcedor e o próprio clube esperam.

As cifras impressionam e despertam a dúvida se a conta vai fechar nos próximos anos ou se pode representar uma catástrofe fora de controle, como o que ocorreu com o Cruzeiro. Toda a comissão técnica tem custo mensal estimado em R$ 1 milhão, valor pago com a ajuda de investidores ligados à construtora MRV, que também bancará a futura arena, junto com o Banco BMG.

A lista de reforços de Sampaoli não cessa nunca, nem mesmo depois da demissão de Alexandre Mattos, sempre ativo no mercado. Mas a realidade não é tão simples. Após gastar R$ 200 milhões em contratações para a temporada - sem contar o acerto com Hulk -, o Galo fechou o ano passado com atrasos no pagamento de salários. Com a ameaça de Sampaoli em deixar o comando caso a situação financeira não fosse resolvida, o Atlético precisou recorrer a um empréstimo feito pelo empresário Rubens Menin, dono da MRV, para estancar o problema.

A derrota de ontem para o Goiás, 18° colocado do Brasileirão, com apenas dois chutes a gol, deixou o Galo mais distante da luta pelo título só conquistado em 1971. Para um clube que corre para se fixar novamente como uma potência, a temporada acabar apenas com a conquista do Campeonato Mineiro, ainda mais com o rival afundado em crise, seria não só uma frustração, mas também uma relação de custo-benefício difícil de se explicar.

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