Sérgio Sette Câmara - Atlético-MG

Galo, do presidente Sérgio Sette Câmara, está sem técnico mesmo após duas investidas (Foto: Divulgação/Atlético)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
16/04/2019
08:22

Duas investidas, dois constrangimentos públicos. Assim que demitiu Levir Culpi, a diretoria do Atlético buscou, ou ao menos sondou, dois treinadores empregados: Tiago Nunes, do Athletico, e Jorge Sampaoli, do Santos. O presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, Mario Celso Petraglia, chamou o clube mineiro de antiético e ainda citou detalhes da negociação. Ontem, foi a vez do presidente do Santos, José Carlos Peres, fazer piada com o suposto interesse pelo técnico argentino. "Deixemos eles sofrerem. Andam em nossa trilha, um sinal de que estamos indo bem", disse o dirigente em entrevista à 'Gazeta Esportiva'. No ano passado, o Galo decidiu encurtar a experiência com Thiago Larghi e acreditou que retomar o relacionamento com um veterano era a solução. A classificação para a Libertadores camuflou o óbvio: Levir não é mais um profissional capacitado mais para o que o futebol atual exige. Agora, muito próximo da eliminação no torneio sul-americano e em desvantagem na final do Mineiro, o clube tem a dura missão de encontrar um comandante para o Brasileirão capaz de rapidamente resgatar um futebol organizado e condizente com o tamanho e elenco atual do Galo. Gastanças desenfreadas não devem resolver após o balanço apontar, pelo segundo ano seguido, déficit nas contas - R$ 21 milhões em 2018, primeiro ano sob a presidência de Sérgio Sette Câmara. Entre apostas e medalhões, o Atlético precisa definir aquilo que realmente procura.

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