Análise: Atlético faz jogo correto, mas é castigado no fim e paga por 'medo e postura'
Galo sofreu gol no final e saiu derrotado da Neo Química Arena

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O jogo, que caminhava para um empate sem gols, terminou com a derrota do Atlético por 1 a 0 para o Corinthians. O Galo fez uma partida "correta", especialmente no primeiro tempo, quando conseguiu equilibrar as ações e se manter competitivo. No entanto, na segunda etapa, a equipe recuou demais, adotou uma postura excessivamente defensiva e não conseguiu sustentar o resultado até o fim, sendo penalizada no momento decisivo da partida.
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O técnico Eduardo Domínguez promoveu mudanças na equipe em relação à última partida contra o Cienciano pela Copa Sul-Americana. O treinador reforçou o meio-campo com a entrada de Victor Hugo na vaga de Alan Minda. Já Alan Franco retornou ao time titular substituindo Alexsander.
Em campo, o Atlético se organizou em um sistema com linha de três defensores, mantendo o padrão utilizado nos últimos jogos. Lodi e Cuello atuaram como alas, dando profundidade pelos lados do campo. À frente da defesa, Maycon e Alan Franco faziam a proteção e a saída de bola, enquanto Bernard e Victor Hugo jogavam mais avançados, com liberdade para se aproximar de Cassierra no setor ofensivo.
Atlético organizado e agudo no primeiro tempo
O Atlético iniciou a partida conseguindo equilibrar as ações e neutralizar a pressão inicial que o Corinthians tentava impor. O jogo começou em ritmo intenso, muito disputado e marcado por transições rápidas dos dois lados. As equipes buscavam acelerar pelos corredores, com boa parte das jogadas concentradas no lado direito do ataque do Galo e no lado esquerdo do ataque corintiano.
O Atlético levava mais perigo principalmente com as arrancadas de Cuello. O atacante tinha liberdade para explorar os espaços deixados por Matheus Bidu, que atuava bastante avançado. Pelo lado esquerdo, Lodi era menos acionado, mas quando aparecia no ataque conseguia dar profundidade e também criava dificuldades para a defesa adversária.
Em uma dessas chegadas, o lateral cruzou rasteiro para a área e encontrou Cuello infiltrando entre os defensores. O atacante finalizou para o gol, mas o lance acabou anulado por impedimento.
Muito bem organizado em campo, o Galo conseguia neutralizar as ações do Corinthians, que encontrava dificuldades para criar jogadas e acionar seus atacantes, pouco participativos durante a primeira etapa. O jogo atleticano passava muito pelos pés de Maycon. O volante era o responsável por ditar o ritmo da equipe, acelerando as transições quando encontrava espaços e cadenciando a posse nos momentos em que o Atlético precisava controlar a partida.

Mudança de postura custa caro
Na segunda etapa, o Corinthians voltou com mais posse de bola, mas o Atlético seguia bem organizado defensivamente, dificultando a criação da equipe paulista. Quando precisava defender, o Galo mantinha linhas compactas e sincronizadas, fechando os espaços e controlando bem as ações do adversário.
Ofensivamente, o time tentava apostar em transições rápidas e buscando chegar ao campo ofensivo com poucos toques. No entanto, aos poucos, acabou recuando. Ao contrário do que se viu no primeiro tempo, quando conseguia sustentar melhor suas ações ofensivas, o Atlético passou a adotar uma postura excessivamente defensiva a partir da metade da segunda etapa. A equipe recuou suas linhas e praticamente chamou o Corinthians para o campo de ataque.
Na reta final, essa postura mais conservadora acabou sendo castigada. O Corinthians aproveitou um momento de desatenção defensiva do Galo e marcou o gol que decretou a derrota atleticana.
O Atlético fez uma partida organizada e competitiva, principalmente na primeira etapa, com condições de sair de São Paulo com um resultado positivo. Porém, o excesso de cautela e a dificuldade em manter uma postura mais agressiva custaram caro, impedindo a equipe de embalar na competição.

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