Renan Dal Zotto

Renan Dal Zotto é o novo técnico da Seleção Brasileira masculina de vôlei (Foto: Divulgação/CBV)

Jonas Moura
11/01/2017
17:42
Rio de Janeiro (RJ)

Membro da geração de prata dos Jogos de Los Angeles-1984, Renan Dal Zotto admite que tem de correr atrás do tempo perdido para encarar o novo desafio de comandar a Seleção Brasileira masculina de vôlei. O gaúcho de São Leopoldo não comanda uma equipe desde 2011. Mas diz não se preocupar nem temer comparações com o maior vencedor que o país já teve na função.

- São sete anos que não estou a beira da quadra, como técnico de uma equipe. Se o presidente Toroca (da Confederação Brasileira de Vôlei) me chamasse um ano antes dos Jogos Olímpicos, eu não seria irresponsável de aceitar. Mas estamos começando um ciclo. Acho que será natural. Passarei a acompanhar in loco a partir deste fim de semana jogo da Copa Brasil, Superliga e Campeonato Italiano. A ideia é arregaçar a manga e recuperar esse tempo. Acho que vai ser rápido, mas reconheço que tenho de recuperá-lo - disse Renan.

Depois de ter se sagrado campeão (2005/2006) e vice (2006/2007) da Superliga pelo extinto Cimed, de Florianópolis o ex-jogador se transferiu para o Sisley Treviso (ITA), onde ficou por duas temporadas. Lá, faturou a Supercopa de 2008. Em seguida, passou e se dedicar à área de gestão esportiva, até ser chamado para trabalhar como diretor de Seleções da CBV.

- Nossa relação é muito boa (Renan e Bernardo). Tenho certeza de que ele me ajudara nos momentos de dificuldade. 90% da nossa conversa é voleibol. Vaidade é a última coisa que nos move ali dentro. Será muito prazeroso. Podem haver comparações, é inevitável, mas não me preocupo. Os resultados dele foram fantásticos. A expectativa é que continuem. Vamos segurar a onda com as comparações. Estamos aqui para trabalhar - afirmou o novo comandante.

O primeiro compromisso de Renan com a Seleção será a Liga Mundial, entre 2 de junho de 8 de julho. Até o momento, ele não se pronunciou sobre convocação, mas admitiu que o desafio será grande.

- Será muito difícil, mas tentaremos manter o país entre os primeiros, no número 1 do ranking.

O diretor de quadra da CBV, Radamés Lattari, confirmou na coletiva que apresentou Renan que Bernardinho seguirá como uma espécie de coordenador técnico da Seleção. O nome da função não está definido. 

- A partir de agora, começa o ciclo do Renan. Não temos de comparar os dois. Superar Bernardinho é quase impossível - afirmou Radamés.