Vôlei Nestlé comemora durante partida da Superliga (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Nestlé comemora durante partida da Superliga (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Felipe Domingues
11/03/2016
23:08
Osasco (SP)

A campanha na primeira fase pode não ter sido das melhores, mas uma coisa é certa, o Vôlei Nestlé nunca pode ser descartado. Na noite desta sexta-feira, jogando no Ginásio José Liberatti (SP), a equipe paulista não deu chances ao Terracap/Brasília (DF) e largou na frente no primeiro duelo da série em melhor de três partidas das quartas de final da Superliga Feminina.

O placar de 3 sets a 0 (25-19, 25-21 e 25-18) ilustra bem o que foi a partida, dominada pelo time da casa desde o primeiro saque. E uma das razões para o domínio tão imponente da equipe de Osasco foi sua torcida. Extremamente "barulhento", o público impulsionou as paulistas, com músicas adaptadas dos estádios de futebol e, até mesmo, tambores e surdos.

Uma ocorrência, porém, assustou os presentes no Ginásio. O técnico paulista Luizomar de Moura desmaiou durante a passagem do primeiro para o segundo set, enquanto instruía suas jogadoras. Ele foi levado para o hospital com um princípio de arritmia cardíaca.

As duas equipes voltam à quadra nesta segunda-feira, para a disputa da segunda partida da série em melhor de três. Dessa vez, os times se enfrentam em Brasília, no Ginásio Sesi Taguatinga, às 21h. Em caso de uma vitória das brasilienses, uma terceira partida será disputada na próxima sexta-feira, novamente em Osasco, em horário ainda a definir.

O JOGO

Primeiro Set

Apoiado por uma barulhenta torcida, o Nestlé começou a partida com tudo. Atacando e defendendo bem, a equipe conseguiu abrir seis pontos de vantagem na primeira parada técnica (8 a 2). Na volta, seguiu pressionado o time do Brasília, e não dava chances aos ataques adversários.

Apesar dos esforços de Paula Pequeno, melhor jogadora do time da capital federal na primeira parcial da partida, a distância estacionou na casa dos quatro pontos, com a equipe de Osasco avançando à segunda parada técnica ainda na frente, com 16 a 12.

No retorno, porém, as brasilienses aproveitaram alguns erros das paulistas e encostaram no placar. Com uma diferença de apenas dois pontos (18 a 16), o técnico Luizomar de Moura pediu um tempo para tentar reorganizar suas atletas em quadra.

A pausa, inclusive, pareceu surtir efeito, já que as osasquenses marcaram três pontos consecutivos, levando a distância de volta à casa dos cinco pontos. Após uma tentativa frustrada de reação do Brasília, o Nestlé fechou o primeiro set com seis pontos de vantagem, por 25 a 19.

Segundo Set

Na segunda parcial da partida, o Brasília voltou determinado a "estragar" a festa das osasquenses. Atacando de forma regular e, de novo, tendo em Paula Pequeno o destaque ofensivo do time, as brasilienses abriram vantagem sobre o Nestlé.

Isso, porém, não durou muito tempo. Na primeira parada técnica o Nestlé já havia retomado a liderança do embate (8 a 6), mas seguiu sem conseguir abrir distância para as visitantes.

O ponto derradeiro que levou a partida ao segundo tempo obrigatório ilustrou bem o que era um jogo: um bombardeio do time de Osasco. Em um lindo rally, as paulistas "desmontaram" a defesa brasiliense, até que Adenízia cravou na quadra adversária. Nesse ponto, o placar era favorável ao Nestlé por quatro pontos (16 a 12).

Experiente, Paula Pequeno servia como uma "técnica em quadra". Em determinado momento da segunda parcial, ela olhou para o treinador e disse "peça um tempo", quando o placar mostrava 18 a 15 ao Nestlé. Pedido atendido, tempo em quadra.

A parada parece ter ajudado o Brasília. Na volta, o time diminuiu a distância para apenas um ponto (21 a 20), o que forçou, então, o técnico paulista a parar o duelo. Quando as brasilienses empataram o jogo, porém, Adenízia recolocou as paulistas à frente, e um erro do time da capital aumentou mais a distância.

Vibrante em quadra, a equipe de Osasco conseguiu retomar o controle da partida, se aproveitando de um forte bloqueio e uma linda cravada de Suelle, que fechou a segunda parcial de jogo em 25 a 21.

Terceiro Set

Igual à parcial anterior, o Brasília iniciou o terceiro set pressionando a equipe da casa. Mantendo o placar apertado, a primeira parada técnica mostrou 8 a 7 para o Nestlé, que suava para quebrar a defesa brasiliense.

As brasilienses mostravam que não iriam ceder a vitória tão facilmente para o time da casa, e começaram a apertar o passo. Com uma forte defesa e atacando de forma mais regular, o Brasília conseguiu controlar a distância no placar e conter o ímpeto do Nestlé.

Na parada técnica, porém, vantagem mínima das osasquenses, que lideravam por 16 a 15. Na volta, o Nestlé começou a pressionar e voltou a abrir vantagem. Quando o placar mostrava 20 a 17, uma linda bola de Gabi na ponta fez tremer o Ginásio José Liberatti.

Não demorou muito para o time de Osasco mostrar toda a sua força e largar na frente no primeiro duelo das quartas de final da Superliga. Em casa, o time conseguiu fechar a partida em 3 sets a 0, com 25 a 18 na última parcial.