Tigres x Vasco - gol de Thalles

(Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Matheus Babo
04/03/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Desde que levou uma bronca de Jorginho em público, durante uma entrevista coletiva no ano passado, o atacante Thalles virou um tema de debata entre os vascaínos. As questões levantadas pelos torcedores eram como "porque ele não consegue uma sequência?" e "é um jogador com muito potencial, mas porque não dá certo?". Realmente, dentro de São Januário o jovem sempre foi visto com bons olhos e considerado uma promessa.


Riascos era o preferido para ser o titular. E dentro de campo ele não deu brecha para BaloThalles, forma que o jovem prata da casa é tratado pela torcida quando faz gols. Em sete jogos, o colombiano balançou as redes em seis oportunidades. Até no jogo em que Jorginho mesclou titulares e reservas, Riascos pediu para jogar. E marcou duas vezes. Mesmo assim, Thalles não se abalou. Quando foi chamado pelo treinador, decidiu partidas como contra o Volta Redonda e o Tigres. E sabia que sua vez chegaria. Como chegou.

Riascos sentiu a coxa direita no clássico contra o Botafogo. O exame de imagem apontou uma lesão grau 1, com edema. Apesar da evolução na recuperação, a comissão pretende preservá-lo. Em boa fase e com a confiança lá no alto, Thalles já vem treinando entre os titulares e terá, enfim, a chance de atuar desde o início diante do Bonsucesso, amanhã, às 18h30, no Los Larios.

Confiança do grupo
Entre problemas extracampo, conselhos e broncas de Jorginho e um período de férias, Thalles resolveu mudar o comportamento. Iniciou 2016 com uma vontade que a muito não se via. Dedicação nos treinos, destaque nos testes de força e foco na alimentação para manter o peso. Isso rapidamente mexeu com a comissão técnica, que se animou. Apesar da empolgação e mesmo com o clube em busca de um camisa 9, a chance demorou a chegar.

– Acho que ele tem muito potencial, muito novo ainda. Ele tem que acreditar nele mesmo, no seu potencial. Todos acreditam nele aqui. Ele está colaborando cada vez que entra em campo. Quando a fase não é boa, tem que estar com a cabeça tranquila. Cada um tem seus pilares, família, amigos. Tem que se apoiar nisso – explica o goleiro, Martin Silva.

É com o respaldo da torcida, dos companheiros e da comissão técnica que Thalles quer terminar o sábado sendo notícia pelos apelidos bem humorados dados pela torcida e não pelos problemas do passado. Que 2016 siga sendo pelo lado bom.