William Correia e Gabriel Carneiro
17/07/2017
22:30
São Paulo (SP)

Renan Ribeiro firmou-se como goleiro titular do São Paulo desde a reta final da primeira fase do Campeonato Paulista, há quatro meses, mas o clube tentou uma alternativa na posição em um rival. O Tricolor enviou proposta ao Corinthians para contratar Walter e a negociação parou na recusa do clube alvinegro.

A informação foi publicada pelo Yahoo e confirmada pelo LANCE! As conversas nem chegaram ao reserva de Cássio. O presidente corintiano, Roberto de Andrade, foi comunicado da intenção da diretoria são-paulina de contratar Walter e não só impediu que as conversas continuassem como iniciou negociação para renovação e aumento salarial ao goleiro.

A proposta são-paulina foi levada ao Corinthians pelo empresário Júlio Fressato, mas os valores que o clube pretendia oferecer por Walter nem chegaram a ser discutidos. Agentes do goleiro relatam a possibilidade de conseguir um aumento para o jogador após o interesse.

O principal motivo para a recusa da oferta é um pedido de Fábio Carille. O técnico não quer se desfazer nem de titular e nem de reserva imediato até o fim do ano e deixou isso bem claro a Roberto de Andrade. Por isso, a negociação não andou.

Walter fará 30 anos em novembro e tem contrato com o Corinthians até 2019. Ele acumula 55 jogos pelo clube e chegou a desbancar Cássio no ano passado, com Tite no comando. Mas, no momento, continua somente como opção do técnico Fábio Carille caso o hoje incontestável titular não possa atuar.

No São Paulo, Rogério Ceni julgava que a instabilidade no gol acabou com Renan Ribeiro firmando-se pouco antes das fases decisivas do Campeonato Paulista. Antes, Sidão e Denis revezaram-se e perderam espaço com seguidas falhas. Renan começou bem o Campeonato Brasileiro e, após a saída de Ceni, a diretoria resolveu se mexer para procurar Walter.

Renan Ribeiro está no São Paulo há quatro temporadas e, aos 27 anos de idade, tem contrato somente até maio. O goleiro já falou sobre a demora de ação da diretoria para sua renovação e, quando Rogério Ceni ainda era o técnico, o argumento dos dirigentes era de tranquilidade, já que Renan manifestou seu desejo de ficar. A negociação sempre foi tratada como muito simples de ser resolvida.