icons.title signature.placeholder Lucas Faraldo e Rodrigo Vessoni
16/11/2014
07:01

O Corinthians encara o Bahia, a partir das 17h deste domingo, na Arena Itaipava Fonte Nova. Na zaga, Anderson Martins será desfalque mais uma vez, abrindo espaço para Felipe. Ao seu lado estará Gil. É quase uma certeza desde janeiro do ano passado: tem jogo do Corinthians, tem o camisa 4 em campo.

Não é por acaso que o confronto com os baianos colocará Gil no posto mais alto entre os zagueiros mais presentes do Brasileirão. A partida em Salvador será a 31ª do defensor na competição nacional – Jackson, do Goiás; Durval, do Sport; e Cleberson, do Atlético-PR; são os únicos com a mesma quantidade de participações. Uma regularidade que o corintiano explica da seguinte forma:

– O mais importante é estar em campo quase sempre. É bem importante me cuidar com alimentação, com saúde. São cinco jogos para terminar o ano e, graças a Deus, não tive nenhuma lesão grave que me fez ficar fora de alguma partida – explicou, em entrevista ao LANCE!Net.

Gil não se tornará apenas o zagueiro mais presente no Brasileirão hoje à tarde. Dentro do seu ambiente, ele também se destaca. O camisa 4 é o jogador do elenco de Mano Menezes com mais jogos no Brasileirão (veja tabela abaixo), além de ser aquele que mais atuou em toda a temporada, com 52 participações em 58 partidas do Corinthians em 2014 – maioria das ausências por convocação para a Seleção Brasileira.

Na Fonte Nova, Gil atuará ao lado de Felipe, que substituirá o lesionado Anderson Martins. Com isso, terá de sair do lado direito do campo e atuar do lado esquerdo, algo que não preocupa o defensor. Pelo contrário.

– Já joguei algumas vezes. É sempre bom trabalhar um pouco a perna esquerda também. O entrosamento com o Felipe também é 100% – disse.

ATLÉTICO-MG

Apesar dos números positivos em relação à frequência de jogos, Gil viveu seu pior momento no Corinthians exatamente por não ter entrado em campo contra o Atlético-MG, no jogo marcado pela eliminação do Timão da Copa do Brasil. O beque foi criticado por parte da torcida devido à falta de condição física de jogo. Ele havia defendido a Seleção Brasileira em amistoso nos Estados Unidos.

– Foi mais na emoção, pela forma como as coisas aconteceram lá. Mas isso tem de ser apagado dentro de campo, dando meu melhor – disse o praticamente onipresente Gil.

OS MAIS PRESENTES DO TIMÃO

Gil: 30 jogos no BR-14, ficando em campo 2.700 minutos. Três ausências por conta da Seleção Brasileira.

Fábio Santos: 30 jogos no BR-14, ficando em campo 2.668 minutos.

Cássio: 30 jogos no BR-14, ficando em campo 2.619 minutos.

Fagner: 30 jogos no BR-14, ficando em campo 2.526 minutos.

BATE-BOLA DO ZAGUEIRO GIL COM O L!NET

A meta para chegar à vaga na Libertadores do ano que vem é somar de dez a 12 pontos?
Essa é meta. Nada mais correto do que terminarmos entre os primeiros e conquistar essa vaga para a Libertadores. Sabemos que há outras equipes lutando por essas vagas, mas temos de fazer por onde para conseguir entrar na Libertadores.

Depois de um ano sem gols no Corinthians, acostumou-se a fazer gols nesta temporada?
É bom. No ano passado não fiz tantos gols. Agora nesta temporada já fiz quatro no Brasileiro. Fico feliz em poder ajudar meus companheiros. Isso é o mais importante. É continuar trabalhando, fazendo treinos específicos para conseguir desempenhar isso bem nos jogos.

Com a troca de Anderson por Felipe, você volta a atuar pelo lado esquerdo. Isso é um incômodo?
É bom, até porque no ano passado joguei do lado esquerdo algumas vezes. Nesse ano também comecei jogando pela esquerda. É sempre bom trabalhar um pouco a perna esquerda também. O entrosamento com o Felipe também é 100%, a gente está procurando se entrosar ao máximo.

O que achou das críticas da torcida por você ter ficado de fora do jogo contra o Atlético-MG? Já passou?
Isso é normal. Jogamos nos Estados Unidos, chegamos um dia antes. O Paolo e o Lodeiro vieram de Dubai e China na outra ocasião, chegaram dois dias antes e também não foram para o jogo por precaução. Sabíamos que não tínhamos condição de jogar. Foi mais na emoção (as críticas da torcida), pela forma como as coisas aconteceram lá. Mas isso tem de ser apagado dentro de campo, dando meu melhor. Estou entre os três jogadores que mais jogagaram no ano aqui no Corinthians, então isso não tem mais o que falar da minha ausência naquele jogo ou do Elias.