icons.title signature.placeholder Raphael Martins
06/06/2014
08:23

O sonho de ser voluntário na Copa do Mundo acabou se tornando uma dor de cabeça para alguns inscritos no programa. Eles foram aprovados no processo seletivo, porém estão impedidos de retirar as suas credenciais por um problema de inscrição dupla relacionado à empresa CSM.

Segundo o LANCE!Net apurou, a CSM se apresenta como responsável pelos serviços de hospitalidade nos estádios da Copa do Mundo. Através do programa “Quero Vestir a Camisa”, a empresa prometia selecionar 12 mil pessoas.

No entanto, os voluntários impedidos de retirar suas credenciais alegam desconhecer qualquer tipo de cadastro com a CSM.

– Eu não sei como meu nome foi parar nessa empresa. Nunca ouvi falar e nem me cadastrei nela – disse Márcio Henrique Amaro, um dos voluntários com problemas no seu credenciamento, ao LANCE!Net

O voluntário recebeu toda a comunicação do programa, como o chamado para vários tipos de treinamentos. No último dia 27, ele foi ao Maracanã para retirar sua credencial, como havia sido instruído, e acabou se frustrando.

– Fui informado por uma funcionária do COL que a tal empresa teve acesso a dados de voluntários e lançou como se eles fossem trabalhar para ela, o que gera duplicidade no sistema – disse Márcio, que trabalhou na Copa das Confederações.

O LANCE!Net entrou em contato com o COL, que reconheceu o problema e disse estar em contato com a CSM. Segundo o Comitê Organizador, quase 200 voluntários já tiveram suas situações regularizadas. A reportagem também tentou, sem sucesso, falar com a CSM.

Facebook concentra reclamações

A questão do impedimento da retirada de credenciais pelos voluntários motivou alguns deles a criarem um grupo no Facebook, chamado “Problemas com a CSM”. No grupo são 67 pessoas, de outras cidades-sede da Copa, relatando experiências.

Algumas, como Claudia Monteiro, conseguiram as credenciais após receberem um e-mail da CSM. Segundo a internauta, esta empresa já estaria respondendo a alguns processos.

Todos relatam, porém, que os e-mails confirmando o descredenciamento não têm qualquer informação da CSM, como telefone ou endereço, e sequer são assinados por algum representante.