icons.title signature.placeholder Eduardo Moura e Felippe Rocha
19/04/2014
13:02

Este dia 19 de abril é marcado pelos 20 anos de Dener somente nos arquivos e nas memórias. Para sua passagem no Grêmio, o conselheiro Zelio Hocsman foi essencial. Foi ele quem fez o primeiro contato com o meia para que ele defendesse as cores do time gaúcho. Ele acredita que a então promessa seria convocada já para a Copa do Mundo de 1994.

- Tínhamos a convicção de que ele seria convocado (para a Copa de 1994). Era o tipo de jogador que qualquer um admira. Sabia jogar, tinha lances pessoais, de molecagem em campo, que falta ao futebol brasileiro. Gente com talento e moleque. Atrevido. Era um craque, não tenho dúvida - lembra, saudoso, o conselheiro, que vai além:

- Não sei se apareceu alguém com o jeito dele. Forte, firme, driblador. Pode se comparar aos melhores - afirma.

Quando no Vasco, o talento de Dener facilitou bastante o trabalho de um companheiro em específico: Carlos Germano, que viria a se tornar um dos maiores goleiros da história do clube. E o arqueiro de grande destaque nos anos 1990 lembra que o jogador foi decisivo na conquista do Campeonato Carioca de 1994.

- Foram três, quatro meses nos quais ele conquistou toda a torcida vascaína. Foi decisivo. Faltou ele na final. Ele conseguiu, através da sua genialidade, nos levar às finais. Mas ele estava lá olhando a gente... - diz Germano, que hoje é preparador de goleiros do Cruz-Maltino.

Germano explica também como a preocupação dos adversários beneficiava a parte ofensiva do time naquele campeonato:

- Não tinha como ter uma marcação individual num cara como o Dener, como é o Neymar hoje. Tinha que ter dois vigiando para nao ser surpreendido, e aí a gente tinha vantagem. Sempre ter dois a mais porque eles tinham atenção principalmente nas jogadas de facão (em diagonal, partindo de uma das laterais) - comenta.

O ex-goleiro lembra também que, na partida que imortalizou uma das mais belas jogadas de Dener, o ídolo argentino Diego Maradona se rendeu em elogios ao meia:

- Contra o Newell's, o Maradona jogava, e ele falou que nunca tinha visto tanta qualidade. E que só poderia ser brasileiro mesmo. Então, mais que o Maradona dizer uma coisa dessas... a gente só tem que tirar o chapéu - lembra.