icons.title signature.placeholder Alexandre Braz e Luiz Gustavo Moreira
25/03/2014
07:23

A interdição do Engenhão caiu como uma bomba no Botafogo. Além do prejuízo financeiro, temia-se uma queda técnica da equipe, já acostumada ao campo e que teria de realizar longas viagens para mandar os jogos, como para Volta Redonda, no Estádio Raulino de Oliveira, já que à época o Maracanã ainda estava fechado.

Mas com o passar do tempo, o elenco alvinegro mostrou força e se manteve nos trilhos sem o Engenhão. Tanto que em pouco tempo, a equipe conquistou a Taça Rio e, consequentemente, o Carioca, no Raulino, contra o Fluminense.

– Ficar sem o Engenhão foi ruim em todos os sentidos para o Botafogo. Tanto na parte administrativa do clube, que deixou de arrecadar verbas importantes, quanto na parte técnica. Nós jogadores nos sentíamos muito bem jogando no Engenhão e o torcedor também já estava acostumado. Foi difícil ficar sem nossa casa nesse tempo todo – disse Marcelo Mattos, ao LANCE!Net.

Mesmo na disputa do Brasileiro e da Copa do Brasil, a equipe continuou em boa fase, apesar de ter de fazer outras e ainda mais longas viagens para mandar os jogos, como quando foi a Pernambuco para disputar outro clássico contra o Tricolor.

Quando o Maracanã voltou a ser utilizado pelo Glorioso, contra o Flamengo, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, o time liderava a competição.

Além da falta do Engenhão, outros fatores atrapalharam a caminhada alvinegra no Brasileirão, mas mesmo assim o time conseguiu voltar à Copa Libertadores depois de 17 anos.

– Soubemos nos adaptar. Fomos campeões estaduais ano passado e agora temos o Maracanã, onde nos sentimos em casa também. Mas nada melhor do que poder voltar a jogar no Engenhão. Torcemos pela liberação dele o mais rapidamente possível – disse Marcelo Mattos.

O Engenhão só deve voltar a ser utilizado pelo Botafogo em 2015.