icons.title signature.placeholder Kaíque Ferreira
08/11/2013
16:17

O vice-presidente do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, disse nesta sexta-feira que o clube já teve uma conversa com o empresário do meia-atacante Lucas, do PSG (FRA), para ver a possibilidade de repatriá-lo. O dirigente explicou o resultado das conversas, manteve postura cautelosa, mas diz ter recebido a garantia de que, se o jogador retornar ao Brasil, defenderá o Tricolor paulista, mesmo com a concorrência do Fluminense, revelada pelo LANCE!Net.

- É óbvio que a gente gostaria que ele voltasse. Tivemos oportunidade de conversar com o representante dele há duas semanas, mas ele disse que é difícil, porque o Lucas quer continuar. Mas se ele quiser retornar, seria ao São Paulo. Por todas as informações, é muito difícil, mas pela relação do presidente Juvenal Juvêncio com o jogador, ele deve fazer uma proposta. É muito difícil - salientou João Paulo, em entrevista ao LANCE!Net.

Juvenal Juvêncio, por sua vez, disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que vai tentar a contratação. Segundo o vice-presidente, a entrada do presidente seria um trunfo do Tricolor em uma possível negociação, já que, no aspecto financeiro, o clube não tem como arcar com o salário integral de Lucas em caso de empréstimo.

- São várias questões. A primeira é que família dele está adaptada na Europa, a segunda é a questão financeira. Ele (Lucas) não vai querer abrir mão da parte salarial que é muito alta e o próprio clube, pelas nossas informações, se pretender liberar, vai tentar colocá-lo em outro clube da Europa. Agora, o que nós temos, é que o Juvenal tem muita força, prestígio, e que a entrada dele no circuito pode modificar as coisas - disse.

Lucas tem 21 anos e foi revelado pelo São Paulo. Depois de três temporadas de destaque, foi vendido ao PSG por cerca de R$ 130 milhões no ano passado. O meia ainda não decolou no clube francês e perdeu espaço na Seleção Brasileira. Na semana passada, porém, ele marcou um gol por sua equipe no campeonato local e ganhou moral. São mais quatro anos de contrato na França.