icons.title signature.placeholder Lucas Faraldo
12/11/2014
09:02

O Goiás tem objetivos claros com o mando do duelo contra o Corinthians em Belém (PA). Segundo o vice-presidente do Esmeraldino, Paulo Lopes, lucrar com a venda de ingressos e presenciar bom público no Mangueirão são, entre outros, motivos para o clube goiâno abrir mão do Serra Dourada. O Governo do Pará não cobrou verba pela locação do estádio.

– Entendemos que lá no Pará o chamativo é maior do que Goiânia. Tanto de renda, quando de convite ao torcedor. O Governo do Pará nos convidou, alegando que o Mangueirão ainda não recebeu um jogo de Série A neste ano. A CBF autorizou, mas não nos autorizaria a jogar na Arena Corinthians, como o Petros sugeriu, apesar de a ideia ser boa. Entendemos que Belém é uma praça com torcedores do Goiás e do Corinthians – explicou o dirigente ao L!Net.

Na atual edição do Brasileirão, clubes mudarem seus mandos de campo tornou-se algo comum. Flamengo recebeu o Goiás no Mané Garrincha, em Brasília (DF), na primeira rodada. Corinthians foi mandante contra o Vitória em Cuiabá (MT), na Arena Pantanal, pela 30ª rodada.

– Flamengo jogou em todos os estádios esse ano, o Corinthians também. Nós também aprendemos com os grandes clubes a fazer receitas saindo do nosso estádio. Estamos no futebol para fazer negócio. E lá (Belém) é um bom lugar. Não será somente uma partida, mas sim um evento esportivo – comentou Lopes.

Os ingressos para o duelo entre alvinegros e esmeraldinos estão à venda, e a diretoria do Goiás já projeta os lucros. Arquibancadas custam R$ 50, enquanto cadeiras são comercializadas por R$ 100. Os times se enfrentam no próximo dia 19, pela 36ª rodada do Brasileirão.

– A renda é maior do que se fosse em Goiânia. No primeiro dia vendemos dois mil ingressos, chegando a 100 mil reais. O Corintians é um time global, tem torcida garantida lá – finalizou o vice-presidente do Goiás, exaltando a Fiel como segunda maior torcida da região Norte, atrás apenas do Flamengo (28% a 12%).