icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Fellipe Lucena
26/11/2013
00:19

Gilson Kleina e diretoria reuniram-se nesta segunda pela quarta vez para discutir a renovação do contrato do treinador, que termina em 31 de dezembro. As partes ainda não chegaram a um acordo, mas espera-se o fim da novela para esta tarde.

O Palmeiras segue tentando convencer Kleina a ganhar menos que os atuais R$ 300 mil mensais, valor acertado em setembro do ano passado por Arnaldo Tirone e considerado exagerado por Paulo Nobre. A ideia do clube é oferecer bonificações generosas para metas alcançadas, prática que também será adotada em renovações e negociações por reforços. Mas o técnico quer, pelo menos, a manutenção de seus vencimentos para ficar.

- Nós conversamos sobre planejamento, valores e premiações. Marcamos uma nova reunião para amanhã (hoje), quando vamos definir tudo. Ainda não dá para dizer se o Gilson fica ou não - disse Anderson Suave, empresário que auxilia o comandante nestas tratativas, ao L!Net.

O planejamento citado pelo agente tem muito peso na decisão de Kleina, tratado publicamente como a única opção da diretoria no momento. O técnico deseja ter mais autonomia para escolher reforços, pois sabe que será muito cobrado no ano do centenário e precisa de um elenco mais consistente do que o atual, campeão da Série B com sobras. Ele também quer estipular uma multa rescisória para se resguardar em caso de rompimento do vínculo com a próxima temporada em andamento. O valor está em discussão.

A novela em que se transformou a negociação não era esperada pelos dirigentes do Palmeiras, mas Kleina sentiu-se exposto ao ter que conceder entrevista coletiva logo depois de Brunoro ter admitido a busca frustrada por Marcelo Bielsa.

No primeiro encontro com Brunoro, Kleina externou sua irritação, pediu mais respeito e disse esperar uma valorização. No segundo, foi surpreendido com uma proposta salarial bem abaixo dos valores atuais. No terceiro, a oferta subiu, mas não o suficiente para fazê-lo aceitar. Nessa segunda, as partes fizeram suas últimas exigências. A quinta reunião definirá se eles vão ceder ou se despedir.