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11/04/2014
07:00

A vantagem do empate pode não ser mais o principal ponto de desequilíbrio na final entre Flamengo e Vasco. O Rubro-Negro, que não precisa vencer para se tornar campeão carioca, agora, tem de driblar o lado psicológico para levantar a taça. Já o Cruz-Maltino, pautado pela euforia da torcida, parece ter ganhado um combustível extra para a decisão.

Abalado emocionalmente após a precoce eliminação na Libertadores, na quarta-feira, o elenco rubro-negro retornou aos trabalhos na tarde desta quinta-feira, no Ninho do Urubu, sem esconder o clima de frustração e decepção. Um dos mais experientes, André Santos era a personificação do abatimento.

– O torcedor quer que o time ganhe e, com razão, fica triste com a derrota. Mas nós, jogadores, ficamos ainda mais. Nós também temos sentimentos, sabe? Ficamos tristes pelos familiares, por nós e, principalmente, pela decepção que causamos à torcida – comentou o lateral-esquerdo, que completou:

– Não temos tempo para lamentar. Temos de aprender com os erros para conquistarmos o Carioca.

Avesso aos problemas do adversário, o Vasco chega para a grande decisão sem qualquer sequela psicológica. Em preparação para o segundo jogo da final do Estadual desde segunda-feira, o elenco cruz-maltino tem se dedicado inteiramente para a partida diante do Flamengo.

Apesar de estar ciente dos problemas do arquirrival, o zagueiro Rodrigo se diz alheio ao contraste psicológico entre ambos os times.

– Não estou muito preocupado com o psicológico. Cada um tem o seu problema. Nós temos os nossos e eles, os deles. Tenho de me preocupar com a minha equipe e como eles vão vir taticamente. Estamos focados no que vamos fazer domingo – salientou o defensor.

Por fim, resta saber qual fator fará a diferença na final: a vantagem do empate, para o Fla, ou o lado psicológico, para o Vasco.