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13/03/2014
18:19

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu mais uma alfinetada no atraso brasileiro para a Copa do Mundo-2014. Em um vídeo divulgado pela entidade nesta quinta-feira, Valcke evitou a euforia vista nas autoridades tupiniquins após a entrega de mais um estádio, a Arena da Amazônia, em Manaus.

- Boa notícia seria se os estádios estivessem sendo entregues em dezembro de 2013 e não em março de 2014. Mas ainda assim podemos trabalhar nas instalações técnicas que precisamos para o mundial. E também nos ingressos, ver se está tudo de acordo com o plantas do estádio - afirmou Valcke.

Segundo o secretário-geral da Fifa, o maior desafio nos três meses que faltam para o Mundial é assegurar que as estruturas temporárias e o entorno dos estádios estarão aptos para receber a demanda da Copa.

- O maior desafio é ter certeza que essas estruturas temporárias, que estão sendo discutidas no brasil, possam estar no lugar. Por exemplo, fora do estádio de Porto Alegre não tem pavimento. Não podemos colocar todos os componentes de TV e hospitalidade sem pavimento. E isso dura pelo menos três meses e estamos a três meses da Copa. Não é só a Fifa que tem que estar na corrida, mas também o governo e o COL e todas as cidades para ter tudo pronto para a Copa - completou, ressaltando que o investimento público não tem os cofres da Fifa como destino:

- A Fifa não está usando dinheiro público do Brasil. O dinheiro do Brasil é só dos parceiros comerciais. Fifa não está pedindo qualquer apoio financeiro das autoridades brasileiras. Qualquer gasto das cidades, vai ficar no país.

Valcke, que nesta semana foi mais uma vez criticado pelo deputado federal Romário, valorizou o legado que a Copa deixa ao país anfitrião.

- A Copa é usada como plataforma de organização das cidades para promover educação, trabalho. Haverá um legado para o país, como na Alemanha, por exemplo. O país se torna um lugar onde as pessoas querem ir - finalizou.