icons.title signature.placeholder Murilo Dias
12/06/2014
14:14

As duas Vilas da mesma Madalena. É assim que um dos mais tradicionais bairros de São Paulo pode ser definido nesta quinta-feira, 12 de junho, conhecida também por ser o dia da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Os torcedores chegaram cedo aos famosos barzinhos da região. Filas em quase todos os estabelecimentos eram formadas desde as onze horas da manhã. Enfeitados, os bares e restaurantes cobram preço caro para acomodar seus clientes. As entradas – algumas com o consumo incluído – variam de R$ 40 até R$ 110.

O clima da Vila é o que atrai o torcedor Marcos Araújo. Na espera para entrar em um dos bares da região, Marcos confessou que espera um jogo difícil contra a Croácia e mostrou que acompanha a Seleção Brasileira:

- Eu acho que vai ser um jogo apertado, sofrido. Vamos ganhar de 1 a 0, com gol de Paulinho. O Brasil deve entrar com a mesma escalação que usou na Copa das Confederações, pelo menos é o que a gente tem visto nos últimos treinos – disse, para continuar, ao lado dos olhos atentos de sua mulher.

- Escolhemos a Vila por conta desse agito mesmo. Viemos para esse bar porque conhecemos o dono. É bom aqui para respirar o clima da Copa – confessou.

Se Marcos esta antenado às novidades da Seleção, as torcedoras Ana Lucia e Tammy Lauterbach demonstram o oposto. Revelam que só irão assistir ao jogo por se tratar de Copa do Mundo. Ao arriscar o palpite de 3 a 1 para o Brasil, sofreram para dizer os autores dos gols:

- É... Fred, Hulk. E o David Luiz – apostou Tammy.

Quando tentaram escalar os titulares da Seleção, conseguiram apenas quatro nomes:

- Tem o Fred, Neymar, o Hulk. O, como chama? Thiago! – continuou Tammy, antes de sua amiga Ana Lucia errar a posição do capitão do Brasil.

- Thiago, o atacante, né? – completou, em referência ao capitão e zagueiro do Brasil, Thiago Silva.

CALMARIA NA SEGUNDA VILA

Porém, não é só o agito que atrai a torcida para a Vila Madalena. Acompanhada de seu filho, Shirley Acioly esperava na fila de uma loja para conseguir comprar uma camisa da Seleção, vendida em edição especial. Shirley confessou que prefere um ambiente mais familiar para acompanhar a abertura:

- Vamos para a casa de uma amiga. Preferimos um clima mais calmo, familiar. É melhor – revelou.

O bairro, já conhecido pelo contraste do agito dos bares e da paz de alguns moradores repetiu o quadro nesta quinta. Enquanto a região fervorosa era pautada por gritos de “Vai, Brasil” e “Vai, Neymar”, além de bandas de pagode que tocavam nos estabelecimentos, o outro lado da Vila acordava tranquilamente, mas também com as cores do Brasil. Com muitas crianças e dois cachorros com uniformes da Seleção, além de bandeiras nos apartamentos, a Vila “calma” também se prepara para acompanhar a abertura da Copa do Mundo de 2014.