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22/07/2014
16:41

A CBF anunciou nesta terça-feira o novo técnico da Seleção Brasileira. O tetracampeão Dunga está de volta ao comando, depois de uma passagem de quatro anos à frente da equipe, entre 2006 e 2010. A opção pelo retorno de Dunga é prematura e sem planejamento. Essa é a tese defendida pelo professor de futebol da Unesp em Bauru, Julio Wilson dos Santos. O acadêmico acredita que faltou estudo e análise na escolha do novo nome.

- Foi muito prematura a escolha, independente de qual treinador fosse escolhido, não havia essa necessidade de dar essa resposta imediata. Eles deveriam fazer reuniões, estudar muito, chamar treinadores, especialistas, compor uma estrutura e depois resolver o treinador. Fazer um plano de ação. Aconteceu ao contrário, primeiro escolheu o treinador e ele, supostamente, vai fazer o plano junto com a direção. Em duas semanas não houve tempo hábil para você pensar melhor e estruturar um planejamento do que se quer da Seleção. Quando fala do treinador, a gente tem que analisar dentro do contexto de Seleção, ele é uma peça da Seleção que engloba os jogadores e a direção da CBF.Nesse conjunto de análise fica uma incógnita, que aumentou pelo fato de ser o Dunga, alguém que já esteve e teoricamente não teve sucesso - disse.

Dos Santos também acredita que muitos dos problemas da Seleção Brasileira estão nas influências orquestradas nos bastidores do futebol brasileiro e que essa escolha surpresa para o cargo de treinador pode ser um exemplo disso.

- O treinador que convoca, que escala a Seleção, mas o maior problema que a gente tem visto e observado é o que há por trás da Seleção ou por trás da escolha do treinador, que influência as convocações, a forma de jogar e toda estrutura do futebol brasileiro. Essa própria escolha surpresa já nos deixa um pouco desconfiados.