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07/03/2014
21:04

A empresa estatal TCB (Sociedade de Transportes de Brasília) encomendou 18 ônibus híbridos para a locomoção de turistas com ingressos para a Copa do Mundo até o Estádio Mané Garrincha. O Tribunal de Contas do Distrito Federal apontou para um superfaturamento desta frota, e alertou que os veículos só seriam entregues depois de transcorridos quatro dos sete jogos sediados pela capital.

Além disso, os 18 ônibus - em modelo ecológico à base de biodiesel e motor elétrico - custariam aos cofres do estado R$19,7 milhões. Em Curitiba, segundo informações do Tribunal, R$ 26 milhões bastarão para comprar 60 veículos parecidos. As únicas diferenças são o câmbio automático, ar-condicionado e sistema de baterias - presentes na versão candanga.

Carlos Koch Ribeiro, presidente da TCB, afirmou à "Folha de S. Paulo" que a empresa utilizará outros ônibus da frota antes da chegada da nova linha, e que o atraso da licitação é justificado, pois a estatal esperou um fabricante nacional habilitar-se ao BNDES, que financia a compra. Este fato não ocorreu, e a Volvo fará o negócio. Mas o contrato ainda não foi assinado, e o prazo de entrega é de 120 dias.

- Um ônibus híbrido custa de 60% a 100% mais caro que um ônibus normal. Esse preço foi encaminhado ao BNDES e não houve problemas - afirmou Ribeiro.

Os veículos têm espaço para levar 40 pessoas de um lugar ao outro. Após a Copa, Ribeiro disse que o investimento dará bons frutos. Os novos ônibus passarão a fazer parte da frota regular da TCB.